Unipautas conquista segundo lugar no 34º Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo

Promovida pela OAB/RS, premiação é uma das mais importantes do país

No mesmo dia em que muitos alunos receberam troféus no II Prêmio Inquieto o curso de Jornalismo comemorou mais uma conquista: o jornal Unipautas, publicado em junho, conquistou a segunda colocação na categoria acadêmica do 34º Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo, um dos mais importantes do país. Promovido pela Organização dos Advogados do Brasil (OAB/RS), o prêmio teve 48 trabalhos inscritos na categoria dedicada às produções de estudantes de Jornalismo.

O Unipautas premiado teve como tema a Sociedade da Violência, tendo abordado desde o estupro e o feminicídio até o abandono de idosos e as brigas entre torcidas. O professor Francisco Amorim orientou os alunos na produção das reportagens para a disciplina de Escola de Reportagem II – Impresso e esclarece que a escolha do tema deve-se ao mundo estar vivendo uma onda de violência, em diversos âmbitos. Membro do grupo de pesquisa sobre violência e cidadania da UFRGS, ele diz que “as violências afetam direitos elementares” do ser humano. O professor ficou feliz ao saber da conquista da turma, que passou meses trabalhando com um tema tão difícil quanto o proposto, e cujo produto final pode ajudar na reflexão: “Esse prêmio é sinal que o jornalismo está vivo, que a lida reportera ainda vale a pena”.

Lúcia Haggstrom foi uma das repórteres da edição premiada e declara que a vitória é sinal de que, enquanto futuros jornalistas, a turma está no caminho certo: “Eu não esperava tão cedo na vida acadêmica chegar a esse ponto, de conquistar um prêmio tão reconhecido no país todo”. A estudante acredita que falar sobre direitos humanos é uma das funções mais básicas do jornalismo, e que, para exercer sua cidadania e reivindicar seus direitos, o cidadão deve estar bem informado, através do bom trabalho jornalístico. “Se a gente não dá o poder da informação para o cidadão, na verdade a gente está falhando com o nosso trabalho”, declara. Lucia escreveu sobre a revista vexatória, principalmente de mulheres, no Presídio Central, buscando uma abordagem diferente da normalmente vista, com foco no preso ou na sua vítima, após notar a falta de qualidade no debate sobre o assunto no meio virtual.

Ulisses Miranda também escreveu para a edição. Ele credita a conquista à dedicação do professor Francisco Amorim e ao empenho dos colegas em abordar da melhor forma um tema tão presente no nosso dia a dia. Em sua reportagem, Ulisses falou sobre o domínio das facções no Presídio Central e como a falta do controle do Estado afeta as dinâmicas naquele ambiente.

Coordenador do curso de Jornalismo, Leandro Olegário também comemorou a conquista. “Jornalismo e direitos humanos são as duas faces da mesma moeda. Essa premiação reconhece o trabalho desenvolvido pelo corpo docente em sala de aula e a entrega qualificada dos alunos. Também reconhece o nosso olhar para as pautas que mexem com a vida do cidadão e causam impacto social”, afirmou.

O Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo é promovido pela OAB/RS, em parceria com a Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio Grande do Sul (ARFOC/RS), a Regional Latinoamericana da União Internacional dos Trabalhadores na Alimentação (UITA) e o Movimento de Justiça e Direitos Humanos. A cerimônia de premiação ocorreu na segunda-feira (11/12) na sede da OAB/RS.

A versão impressa do jornal Unipautas pode ser lida aqui; já a versão digital do conteúdo pode ser lida neste link.