Tragédia ambiental de Mariana é tema de palestra no campus Iguatemi

Gerente executivo da Fundação Renova, Marcus Fuchs falou sobre o modelo de governança de catástrofe aplicado após o incidente

A sala 2 do campus Iguatemi recebeu na manhã desta sexta-feira, 24 de agosto, o gerente executivo dos Programas Socioeconômicos da Fundação Renova, Marcus Fuchs, que ministrou a palestra “Gestão de riscos e de governança de catástrofe”. O evento contou com as boas-vindas de Léo Voigt, diretor-presidente da Fundação Gerações – realizadora do bate-papo em conjunto com a UniRitter e o programa Geração Dux -, que conversou com os presentes antes do início da palestra. Também participaram do evento professores dos cursos de Relações Públicas e Publicidade e Propaganda da UniRitter.

Nas duas horas de conversa, Fuchs retomou o histórico da tragédia de Mariana (MG), considerado por especialistas como o maior desastre ambiental do mundo envolvendo rejeitos de mineração. O palestrante também apresentou dados sobre o trabalho da Fundação Renova, criada pela Samarco e seus acionistas com a responsabilidade de reparar e compensar os danos causados pelo incidente, mediante termo firmado com órgãos públicos. “A gente quer entregar a região melhor do que ela era antes. Para isso, temos o compromisso de recuperar cinco mil nascentes que abastecem o Rio Doce em dez anos”, disse Fuchs.

Logo após a apresentação de um vídeo, o executivo mostrou dados sobre as indenizações a moradores das cidades mineiras e capixabas que margeiam o rio atingido pelo acidente. “É do acordo plantar 40 mil hectares de matas nativas, só que isso significa aproximadamente apenas 5% do território que precisaria ser regenerado nesse trajeto do rio”, explicou.

A gestão de riscos da própria Fundação Renova também esteve em pauta na apresentação. Segundo Fuchs, ameaças a alguns funcionários e a propagação de diversos boatos são frequentes nas cidades onde os habitantes atingidos pelas consequências das tragédias são atendidos. Ele também destacou que os cadastros das famílias servem como relatórios das regiões, pois melhoram a inteligência da Fundação.

Ao fim do evento, o palestrante exaltou a oportunidade de estar presente em meio a professores e alunos que participaram ativamente do diálogo. “Nosso pensamento na Renova é de que tudo que a gente está aprendendo não pode ficar restrito nela, tem que ser transformado em conhecimento e novas tecnologias sociais. Essa interação com a comunidade é feita para aprimorar a tarefa e os mecanismos de reparação que implementamos”, afirmou o executivo.

Léo Voigt também compartilhou do mesmo pensamento de Fuchs e comemorou o resultado do evento. “O público demonstra que esse objetivo é bem sucedido, é importante e útil que a gente continue oferecendo oportunidades de aprofundamentos temáticos que sejam de interesse da comunidade, e fazer isso com uma universidade e dentro dela ganha grande importância”, concluiu.

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