Roberto Villar Belmonte: vida longa ao Jornalismo!

Um dos professores mais queridos da Faculdade de Comunicação Social (FACS) da UniRitter, Belmonte é conhecido pela máxima que traduz a sua paixão pela profissão

TEXTO | Aline Eberhardt

“Vida longa ao Jornalismo!”. Quem nunca escutou essa frase não conhece, de verdade, Roberto Villar Belmonte. Dentro e fora da sala de aula, ela é repetida quase como um mantra – e já virou um lema a ser seguido pelos alunos de um dos professores mais queridos da Faculdade de Comunicação Social (FACS) da UniRitter. Marca registrada de Belmonte, “vida longa ao jornalismo” também serve como um trocadilho para descrever a trajetória deste jornalista apaixonado pelo que faz. Afinal, quem tem uma vida longa no jornalismo é o próprio Belmonte: são quase 30 anos de profissão.

Professor na FACS desde 2014, Belmonte já trabalhou em grandes veículos e sempre deixou clara a sua maior paixão: o Jornalismo Ambiental, que, aliás, é uma das disciplinas que ele já lecionou na UniRitter e é o foco das pesquisas do professor na área acadêmica.

O início de tudo

Ainda estudante na Famecos, lá pelo fim dos anos 1980, Belmonte ingressou como estagiário em uma das maiores rádios do Estado, a Rádio Gaúcha. Filho do também jornalista João Carlos Belmonte, que durante mais de 50 anos se dedicou ao jornalismo esportivo, ele recebeu dicas preciosas do pai. “Eram coisas básicas para profissionais, mas para quem estava começando, valiam ouro”, ressalta.

Depois, já formado, foi contratado como repórter, em 1991. Foi aí que veio o momento mais marcante da carreira jornalística, que iria determinar o curso dos acontecimentos dali para frente: a cobertura da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, também conhecida como Rio-92. Foi por incentivo deste evento da ONU que ele nunca mais deixou a área de jornalismo ambiental.

Seis anos mais tarde, em 1999, Belmonte foi convidado a embarcar em mais uma missão: ser o coordenador de comunicação do programa Pró-Guaíba, do Governo do Estado, decisão que o fez deixar os corredores da Gaúcha. No ano seguinte, ele também assumiu a Revista Campo Aberto, da Massey Ferguson. Sua trajetória envolve ainda passagens pelo Greenpeace BR, Jornal Já, Jornal de bairro Oi Menino Deus, Agência Safras & Mercado e Agência de notícias Inter Press Service.

Vida acadêmica

Atualmente, Belmonte dedica-se à academia: ministrou mais de oito disciplinas na Uniritter, entre elas Radiojornalismo, Jornalismo Econômico, Gestão da informação: política e economia, Estágio Supervisionado, Sociologia, Escola de Reportagem: apuração, Gestão da informação: cidades e esportes, Redação jornalística, Jornalismo Digital, Laboratório de práticas em Jornalismo I, e claro, Jornalismo Ambiental.

Com especialização em Letras e mestrado em Comunicação e Informação, ambos pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Belmonte atualmente é doutorando no PPGCOM/UFRGS. A tese, que deve ser defendida em 2020, discorre sobre os tipos ideais do jornalismo ambiental brasileiro. Quando não está dando aula ou trabalhando em sua tese, o professor participa ativamente do Grupo de Pesquisa em Jornalismo Ambiental (CNPq/UFRGS), campo que acompanha profissionalmente desde o início dos anos 1990.

Vida longa ao professor

Professor, filho, pai, amigo, orientador, mestre. Em seu tempo livre, Belmonte gosta de ler. São leituras obrigatórias as reportagens de jornais como Folha de S. Paulo, The Guardian, O Globo, Estadão, The New York Times, além de livros sobre Jornalismo e teorias. Quem já teve o prazer de ouvir uma de suas aulas sabe bem da importância dessas leituras para a carreira.

Ele também gostava de andar de skate, esporte que começou para incentivar o filho, João Pedro, de 19 anos. “O risco da pista do Marinha e a idade me fizeram abandonar o esporte. Comecei a andar com 10 anos. Andei até a faculdade e voltei a andar em 2008, mas parei em 2014”, relembra. Ser pai, aliás, para o professor, é a maior de todas as responsabilidades. “É um desafio maravilhoso. Com erros e acertos, como tudo na vida”, diz.

Belmonte mantém o mesmo desejo de quando iniciou o curso de Comunicação Social: mudar o mundo. E é essa vontade que ele transmite, diariamente, aos seus alunos. Sair de uma aula dele é ter a certeza de que o cérebro estará explodindo com tanta informação absorvida — uma sensação incrível. Quem conhece os alunos de Jornalismo da FACS sabe o quanto gostam, e quem conhece o mestre Roberto Villar Belmonte, os entende perfeitamente.

RAIO-X
Nome completo: Roberto Villar Belmonte
Data de nascimento: 11/06/1968
Onde nasceu: Porto Alegre (RS)
Em que ano e onde se formou em Jornalismo: em 1991, na Famecos (PUCRS)
Em que ano concluiu o Mestrado: 2015
Dissertação de Mestrado: A construção do discurso da economia verde na revista Página 22
Currículo lattes: http://lattes.cnpq.br/6457417104239438
Onde já trabalhou: Agência Safras & Mercado; Rádio Gaúcha; Revista Campo Aberto; Agência de notícias Inter Press Service; Programa Pró-Guaíba; Jornal Já; Jornal de bairro Oi Menino Deus; Greenpeace Brasil.
Em que ano ingressou na FACS: 2014/1
Prêmios conquistados:
– 2018 – Orientação de trabalho premiado em 1º lugar no Plus Festival, categoria Jornalismo na Web, Universidade do Sul de Santa Catarina.
– 2018 – Orientação de trabalho premiado em 1º lugar no Plus Festival, categoria Reportagem Digital, Universidade do Sul de Santa Catarina.
– 2017 – Orientação de trabalho premiado em 1º lugar no IX Prêmio Caixa/Unochapecó de Jornalismo Ambiental, Universidade Comunitária da Região de Chapecó.
– 2017 – Orientação de trabalho premiado em 1º lugar no Prêmio Jornalismo do Ministério Público do Rio Grande do Sul, MPRS.
– 2016 – Orientação de trabalho premiado em 1º lugar no IV Prêmio José Lutzenberger de Jornalismo Ambiental, ARI/ABES/Braskem.
– 2015 – Orientação de trabalho premiado em 1º lugar no VIII Prêmio Caixa/Unochapecó de Jornalismo Ambiental, Universidade Comunitária da Região de Chapecó.
– 2015 – Indicação de Voto de Louvor pela banca examinadora da dissertação de mestrado “A construção do discurso da economia verde na revista Página 22”, PPGCOM / UFRGS.
– 2015 – Orientação de trabalho premiado em 1º lugar na categoria Estudante do 14º Prêmio de Jornalismo Massey Ferguson. Título: A Vila Nova dos pêssegos. Autora: Thuane Liesenfeld, AGCO.
– 2014 – Orientação de trabalho premiado em 1º lugar na categoria Reportagem em Texto no 28º Set Universitário. Título: O clima e o mosquito. Autor: Leonardo Pujol Nunes, Famecos/PUCRS.- 2007 – Orientação de trabalho premiado em 1º lugar no VI Prêmio Unochapecó/Caixa de Jornalismo Ambiental. Título: Monitoramento do ar deixa muito a desejar em Porto Alegre. Autora: Liliane Pereira, Universidade Comunitária Regional de Chapecó.
– 2004 – Primeiro lugar no IV Prêmio Confea de Jornalismo na categoria Internet, Conselho Federal de Engenharia e Agronomia.
– 1998 – Prêmio Aberje – Categoria E-news Externa, Associação Brasileira de Comunicação Empresarial.
– 1997 – Menção Honrosa no Prêmio ARI de Jornalismo na categoria Rádio – Reportagem Geral, Associação Riograndense de Imprensa.
– 1996 – Menção Honrosa no Prêmio ARI de Jornalismo na categoria Rádio – Produção, Associação Riograndense de Imprensa.
– 1996 – Primeiro lugar no Prêmio AMRIGS/ARI de Jornalismo e Divulgação Científica – Categoria Rádio, Associação Médica do Rio Grande do Sul e Associação Riograndense de Imprensa.
– 1996 – Primeiro lugar no Prêmio ARI de Jornalismo na categoria Mídia Impressa-Reportagem Geral, Associação Riograndense de Imprensa.
– 1995 – Primeiro lugar no Prêmio AMRIGS/ARI de Jornalismo e Divulgação Científica – Categoria Jornal, Associação Médica do Rio Grande do Sul e Associação Riograndense de Imprensa.
– 1994 – Menção Honrosa no Prêmio ARI de Jornalismo na categoria Rádio-Produção, Associação Riograndense de Imprensa.
– 1993 – Primeiro lugar no Prêmio ARI de Jornalismo na categoria Reportagem Geral, Associação Riograndense de Imprensa.
– 1993 – Segundo lugar no Prêmio Direitos Humanos, Movimento de Justiça e Direitos Humanos e Comissão Sobral Pinto de Direitos Humanos.
– 1993 – Menção Honrosa no Prêmio ARI de Jornalismo na categoria Rádio Jornalismo, Associação Riograndense de Imprensa.
– 1992 – Destaque Eco Jornalista 92/93, Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM/RS).
– 1992 – Três prêmios ARI de Jornalismo na categoria Rádio – Programa Especial, Associação Riograndense de Imprensa.
Qual foi o principal momento como jornalista? Cobertura da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, também conhecida como Rio-92.
Uma frase: “Vida longa ao Jornalismo”.
Um filme: Star Wars (todos)
Uma comida: Churrasco
Um sonho: Despoluir o Guaíba
Ser professor na FACS é… mudar o mundo!

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