Quinta edição do Café Histórico debate a constituição brasileira

Encontro promovido por alunos de História da UniRitter aconteceu no Memorial Livraria do Globo em 13 de outubro

O atual cenário político no Brasil é apoiado em notícias falsas usadas como ferramenta de campanhas políticas, informações disseminadas como verdade sem qualquer investigação e uma descrença generalizada na política.

Neste contexto surgiu o Café Histórico, um espaço para debater e esclarecer questões que envolvem a política e a história brasileira. O encontro mensal em cafés de Porto Alegre, promovido por alunos de História da UniRitter, chegou à quinta edição com o tema “Golpe e democracia: uma análise das constituições”. O objetivo foi debater as mudanças na Constituição Federal até 1988 e o seu papel sociopolítico. O evento aconteceu na tarde de 13 de outubro no Memorial Livraria do Globo.

Nesta edição, os professores convidados para mediar o debate foram a mestre em Direito, Democracia e Sustentabilidade (IMED), Natasha Alves Ferreira, e o mestre em Direito (UFRGS) e Ciência Política (UFRGS) Antônio Marcelo Pacheco.

Para contextualizar o tema do debate foi explicada a história das constituições mundiais, citando como exemplo as normas da França e dos Estados Unidos. Em seguida, o debate abordou as mudanças na constituição brasileira até a década de oitenta, o período da ditadura e o panorama atual do país.

O Café Histórico bateu recorde de público na semana passada. Cerca de trinta pessoas de cursos diversos compareceram ao evento, um número acima do comum. De acordo com uma das idealizadoras do projeto, a aluna de História da UniRitter, Sibele Mezetti, o evento precisará ser transferido para um espaço maior por causa do aumento do interesse do público.

Apesar do tema controverso, Sibele disse que os debates ocorrem dentro de regras que proíbem xingamentos e ofensas. “O máximo que ocorre são perguntas polêmicas, como a prisão do Lula. Mas o debate sempre ocorre muito bem”, contou.

Devido ao estímulo de um ambiente democrático, o Café Histórico convida pessoas como opiniões diversas, no entanto, muitos não aceitam o convite. “Quem vai ao evento normalmente é o pessoal que quer conversar, quer aprender. Mas a pessoas que querem só brigar não vão, mesmo a gente convidando”, falou a aluna de História.

Mesmo que brigas não façam parte dos debates, Sibele contou que o grupo já sofreu ataques externos. O relato da aluna apenas exemplifica um perfil crescente entre os brasileiros que evitam o debate e disseminam o discurso de violência.