Prêmios universitários de Jornalismo: desafios que expandem os horizontes

Três premiações estão com inscrições abertas e outras duas devem abrir em breve

Polígrafos, anotações no canto de uma folha do caderno, noites em claro estudando para a prova do dia seguinte, nervosismo ao apresentar trabalhos, devorar livros e artigos sobre um determinado assunto – ações que fazem parte da vida de qualquer estudante do ensino superior. No entanto, a vida acadêmica não é delimitada ao espaço da faculdade. Além das notas de provas e trabalhos, outro parâmetro é importante para a avaliação pessoal do próprio aluno e a inserção no mercado de trabalho: os prêmios universitários.

Os prêmios acontecem em várias regiões do país, contemplam dezenas de temas, movem milhares de acadêmicos e especialistas e, é claro, comovem participantes e vencedores. Recentemente, alunos do curso de Jornalismo da UniRitter venceram em três categorias do maior prêmio acadêmico do Brasil: o Intercom Nacional, em Cascavel, no Paraná. Apesar de a oportunidade de participar do Intercom ficar somente para o ano que vem, outros prêmios com categorias voltadas ao Jornalismo ainda estão com inscrições abertas.

Abaixo, uma seleção com cinco prêmios universitários, incluindo o Prêmio Inquieto de Jornalismo, promovido pela UniRitter.


10º Festival Universitário de Comunicação | PLUS

Autodenominado como “o maior espetáculo da comunicação”, o festival é promovido pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul). O objetivo do prêmio é proporcionar a troca de experiências entre universitários e profissionais de Jornalismo e Publicidade e Propaganda. Nove categorias do PLUS são específicas para o Jornalismo: Reportagem Impressa, Rádio Reportagem, Rádio Programa, Reportagem Digital, Televisão Reportagem, Televisão Telejornal, Programa Especial para TV e Jornalismo na Web. Alunos de qualquer instituição de ensino superior do Brasil podem participar do evento. Trabalhos de Fotografia, Publicidade e Propaganda, Crônicas e Curtas também são avaliados na premiação.

Inscrições: até 5 de outubro de 2018.
Regulamento completo e mais informações no site.


20º Prêmio de Jornalismo do Ministério Público do Rio Grande do Sul

Diferente das edições anteriores, em 2018 as categorias do concurso deixam de ser divididas por mídias e passam a ser avaliadas por temáticas – a mudança ocorre com intuito de abraçar o mundo midiático e multiplataforma. Mesmo com esta alteração, a categoria “Reportagem Universitária” continua fazendo parte da premiação, contemplando 1º e 2º lugar. As matérias jornalísticas podem ser publicadas em qualquer mídia, porém precisam abordar um dos seguintes temas: Segurança Pública, Sustentabilidade, Proteção Social, Combate à Corrupção, Saúde e Educação.

Inscrições: até 11 de outubro de 2018.
Regulamento completo e mais informações no site.


Prêmio Livro-Reportagem Amazon

A Amazon, empresa de comércio de eletrônicos dos Estados Unidos, comercializa e-books desde 2007 e por meio da primeira edição do prêmio pretende dar visibilidade para obras literárias escritas no estilo livro-reportagem e veiculadas no meio digital. Na categoria “Destaque Universitário”, é contemplado o material produzido por alunos durante o curso ou como Trabalho de Conclusão do Curso (TCC) de Jornalismo. Recém-formados também podem concorrer na categoria, que premia o vencedor com R$ 5 mil. Veracidade, profundidade dos fatos, relevância das fontes, qualidade literária e viabilidade comercial estão entre os aspectos avaliados pela comissão julgadora.

Inscrições: até o dia 31 de outubro.
Regulamento completo e mais informações no site.


60º Prêmio Ari/Banrisul de Jornalismo

Em comemoração aos 80 anos da Associação Rio Grandense de Imprensa (ARI), desde 2015 estudantes do ensino superior do Rio Grande do Sul podem concorrer ao prêmio, que é considerado um dos mais tradicionais do estado. No “Prêmio Jornalismo Universitário”, se a edição de 2018 seguir o padrão de 2017, serão aceitos trabalhos publicados em veículos universitários, incluindo mídia impressa, reportagens e fotografia sobre tema livre, reportagens para rádio, TV e web. O site oficial do prêmio ainda está em construção e em breve deve ser atualizado.

Inscrições: ainda não divulgadas.
Regulamento completo e mais informações no site.


III Prêmio Inquieto de Jornalismo

Criado em 2016 pelo curso de Jornalismo da UniRitter, o Prêmio Inquieto chega a 2018 repleto de novidade. A primeira delas é o troféu “Destaque Profissional”, que irá premiar um profissional que defende o campo da comunicação no Rio Grande do Sul, será escolhido pelo corpo docente do centro universitário e votado pelos alunos. Outra mudança é referente às categorias de Telejornalismo e Radiojornalismo, quem terão novas subcategorias:  Rádio Reportagem, Rádio Programa, Televisão Reportagem e Televisão Programa.  Além das categorias citadas, outras oito fazem parte do Inquieto: Fotojornalismo, Pesquisa em Jornalismo, Reportagem Especial, Jornalismo Digital, Revista, Assessoria de Comunicação, Documentário e Jornalismo Impresso. O concurso visa reconhecer os talentos da Faculdade de Comunicação Social (FACS) e também abrir portas para o mercado de trabalho, já que parte dos jurados são profissionais destacados na imprensa do Rio Grande do Sul.  No ano passado a premiação teve como mestre de cerimônias o jornalista da TV Record, André Haar, e também familiares dos participantes.

Inscrições: previstas para começar na próxima semana e serem encerradas em 31 de outubro.
Os finalistas do III Prêmio Inquieto de Jornalismo devem ser anunciados no final de novembro e a grande cerimônia de premiação tem previsão para ocorrer em 13 de dezembro de 2018 no Auditório Master do campus Zona Sul.


Ainda há tempo de concorrer nestas diversas premiações que estimulam os universitários a produzir conteúdo de qualidade, contribuindo para que os profissionais recém-formados já tenham um contato com o mercado da comunicação e sejam reconhecidos pela competência. A conquista de prêmios, mesmo que pareça inalcançável, é sim possível. O importante, somado à pesquisa, estudo e esforço, é escrever, fotografar ou gravar com o coração, sem deixar de lado o perfil inquieto, que busca sempre inovar e retratar o mundo com um olhar humano e questionador.