Mundo Ritter 2018 debate política, economia e meio ambiente

Organizado por alunos de Relações Internacionais da UniRitter, evento reuniu universitários de diversas instituições da Laureate no campus Iguatemi

Acordos econômicos, propostas políticas e segurança internacional são assuntos recorrentes em reuniões da Organização das Nações Unidas (ONU), mas nem sempre são temas presentes no meio acadêmico. Para mudar esse cenário, alunos do curso de Relações Internacionais da UniRitter organizaram o Mundo Ritter 2018, um evento que seguiu os parâmetros do Modelo de Organizações Internacionais (MUN) e teve como objetivo debater assuntos de âmbito mundial. Durante três dias, alunos de diversas instituições da rede Laureate se reuniram no campus Iguatemi para simular reuniões de organismos da ONU e de outras organizações internacionais.

Divididos em comitês, os universitários discutiram temas com alto impacto político, ambiental e territorial. Ao se inscreverem para o evento, os alunos se tornavam delegados e assumiam a missão de desempenhar funções que iam desde a representação de países até a simulação da atuação de profissionais de imprensa. Ao todo foram cinco comitivas de debate:

ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático): Brunei, Cingapura, China, Coréia do Sul, Filipinas, Indonésia, Vietnã e Japão. O grupo debateu sobre questões comerciais asiáticas envolvendo o rotas comerciais da China Meridional.

UNSC (United Nations Security Concil): Representando o poder máximo dentro das Organização das Nações Unidas, França, China, Suécia, Etiópia, Reino Unido, Cazaquistão, Estados Unidos, Kuwait e Peru debateram sobre a questão migratória do povo rohingya (essa população foge de Mianmar devido às violações de direitos humanos). Durante todos os três dias de evento, todas as sessões desse debate foram em inglês.

OMC (Organização Mundial do Comércio): Paraguai, Reino Unido, EUA, Alemanha, Chile, China e Rússia debateram sobre o status chinês na economia do mercado. O tema também abrangia diversos setores do país asiático e problemas atuais da nação.

OEA (Organização dos Estados Americanos): Chile, Colômbia, Equador, Peru, Paraguai, Argentina, Brasil e Bolívia debateram a questão hídrica dentro da América do Sul. O comércio náutico foi discutido, assim como os problemas pertinentes ao uso das bacias hidrográficas para transporte de cargas do crime organizado (narcotráfico).

CPSUA (Conselho de Paz e Segurança da União Africana): Congo, Quênia, Marrocos, Nigéria, Ruanda, Zimbábue, Egito e África do Sul tinham como debate a alternância de poder no continente africano, o que envolvia questões de pacificação para a população.

CORTE IDH: A única comitiva formada com a missão de defender o sistema interamericano de proteção dos direitos humanos. A função da comitiva foi debater sobre as questões de migração e aplicações de normas internacionais que se referem à igualdade afim de evitar discriminação de refugiados. Tendo como palco de debate o país fictício Huánaco, a corte teve decidir pelas vidas de dois irmãos envolvendo a nação vizinha, Valenza.

COMITÊ DE IMPRENSA INTERNACIONAL: Representando jornais de diferentes países, a equipe de imprensa se divida entre as sessões para noticiar sobre os acontecimentos do evento. Como forma de alimentar os debates, notícias eram lançadas no meio do evento, o que poderia mudar o rumo de uma decisão tomada dentro de uma comitiva. Através das redes sociais, representantes da BBC, CNN, China Daily, Sputnik e Reuters atualizavam os participantes do Mundo Ritter 2018.

Aluno do Instituto Brasileiro de Medicina de Reabilitação (IBMR) e vindo do Rio de Janeiro exclusivamente para participar do evento, Henrique Magalhães representou o Japão no comitê da ASEAN. O universitário elogiou a organização do Mundo Ritter 2018 e comentou sobre os temas discutidos. “O evento está muito bem organizado. O pessoal daqui é muito legal e os assuntos debatidos estão abrindo ‘altas tretas’ nas reuniões”, disse. Henrique também falou  da interação com os alunos de outras faculdades. “Através de um grupo nas mídias sociais, o pessoal do Rio de Janeiro conversou bastante com o pessoal daqui do Rio Grande do Sul. Então nos organizamos e viemos participar”, contou.

O coordenador do curso de Relações Internacionais da UniRitter, professor Pedro Brites, afirmou que o Mundo Ritter cumpre uma missão social. “O evento debate vários temas como migrações e perseguição de povos. As práticas das simulações contribuem muito na aquisição do conhecimento de alunos dos mais diferentes cursos”, destacou. Aluna de Relações Internacionais e coordenadora-geral do Mundo Ritter 2018, Marianna de Oliveira comentou sobre a importância da troca de ideias entre os universitários. “É bem interessante ver pessoas de diferentes cursos e instituições reunidas em prol de um mesmo ideal. Trazer debates do meio internacional é muito importante para que consigamos trocar ideias de comum interesse para que toda a sociedade possa se desenvolver conjuntamente”, disse.

Na cerimônia de encerramento, a equipe de organização do Mundo Ritter 2018 distribuiu brindes elegendo os melhores delegados de suas respectivas comitivas. Participantes do Rio de Janeiro e da UFRGS anunciaram os comitês que integrarão os próximos eventos MUN em Porto Alegre e no Rio de Janeiro.

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