Jornalista da Zero Hora conversa com alunos do campus Fapa

Formado na FACS, Anderson Aires visitou a turma de Escola de Reportagem I

Uma das maiores preocupações de um estudante de Jornalismo é com o mercado de trabalho depois da formatura. Nesse contexto, Anderson Aires, 24 anos, formado em fevereiro de 2016 na UniRitter com nota 10 no trabalho de conclusão do curso, aceitou o convite do professor Roberto Belmonte, da Escola de Reportagem I, e conversou com os alunos sobre os desafios da profissão. A conversa aconteceu no dia 23/05 no campus Fapa.

“Saí do emprego em quem trabalhava, como motoboy, pois via que os meus colegas estavam à minha frente em termos de contato com a profissão. Consegui um estágio em um programa de rádio, na Prefeitura de Porto Alegre, e, juntamente a isso, participei de um canal no Youtube, o Bode na Sala, dedicado a criticas sobre filmes e séries”, contou Anderson, sobre como ocorreu a inserção no mercado do jornalismo. “Após muitos meses de tentativas, fui chamado numa seleção da Agência RBS e, há 11 meses, trabalho como repórter na Zero Hora”, explicou.

Quando questionado sobre como é trabalhar em uma grande redação, Anderson afirmou que a proatividade é o mais importante. “Teu chefe tem que ver que tu está interessado e que não espera o pauteiro vir te procurar”, adverte. Além disso, ele falou, também, sobre as críticas no ambiente de trabalho – e alertou que elas são constantes e completamente normais. “Muitas vezes ficamos apegamos aos nossos textos, achando que é a coisa mais maravilhosa do mundo. Só que não é. Aliás, o jornalista/repórter nunca pode ser mais importante do que a matéria que ele está escrevendo: o texto não é do repórter, é do leitor”, afirma.

Os estudantes, entusiasmados, além de questionar Anderson, também pediram dicas sobre como aproveitar mais a universidade em prol de, futuramente, conseguir um estágio. O repórter afirmou que as agências experimentais de comunicação – como a Agência INQ – são a chave de entrada para o mercado de trabalho. “Encarem a universidade não só como um rito de passagem, mas como um embrião, a identidade de vocês como jornalistas. As agências, como a INQ, são o que mais se aproximam das grandes redações, ou seja, o feedback é instantâneo e tu tem o editor do projeto pra poder te auxiliar sempre”, disse. E alertou: “Aproveitem essas oportunidades. A hora de errar é agora!”.

O repórter comentou, ao final da aula, que experiências como essa são muito importantes e que permitem a troca de conhecimentos entre profissionais do mercado e os alunos. “A experiência de falar com a turma foi enriquecedora, porque consegui identificar dúvidas que faziam parte da minha vida. Sempre é bom tentar contribuir”, concluiu Anderson.

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