INQ participa do 8º Colóquio de Agências Experimentais de Comunicação

Desafios da indústria criativa foi tema do evento que aconteceu em Porto Alegre no dia 21 de maio

O 8º Colóquio de Agências Experimentais de Comunicação do Sul do Brasil ocorreu durante a manhã e a tarde de segunda-feira (21) na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM Sul), em Porto Alegre. O evento ocorre anualmente com o intuito de reunir e integrar agências experimentais de diversas faculdades do Rio Grande do Sul. O tema de 2018 foi “Os desafios da indústria criativa no ambiente experimental”. Ao todo, 11 instituições estiveram na solenidade que reuniu cerca de duzentas pessoas.

Doze alunos da Agência INQ participaram do colóquio. Além deles, também estiveram presentes o coordenador de Jornalismo e Produção Audiovisual da UniRitter, Leandro Olegário; a coordenadora da INQ, Mariana Oselame; e o coordenador de Publicidade e Propaganda da agência, Francisco dos Santos.

Durante a manhã, foi realizado um debate para discutir os desafios enfrentados pela indústria criativa. Os participantes foram os alunos do curso de Publicidade da ESPM, Caroline Volpato e Leonardo Viana; a graduada em Relações Públicas pela UNISC, Gabi Jacobs; a formada em Publicidade pela ESPM Sul e sócia do Studio Bah, Natália Athayde; e a jornalista e proprietária da produtora Daterra Filmes, Gabriella Bordasch. Para dar início ao debate, cada convidado se apresentou e falou sobre as experiências e dificuldades que encontraram pelo caminho.

Caroline e Leonardo falaram do papel da Co.De (agência experimental da ESPM Sul), em suas vidas e deixaram algumas dicas para os universitários. Para eles, a agência teve destaque na conquista de novas habilidades e serviu de laboratório para descobertas. Experimentar e ir em busca dos sonhos estiveram entre os temas da conversa.

Gabi, que trabalha com marketing digital, reforçou a importância do engajamento em projetos que acredita, sem visar apenas o lucro. Ela falou que a imagem de um produto deve estar aliada à execução de ações relevantes porque depois de uma crise, o que sobrevive é o que foi realizado.

Natália relatou a sua trajetória até se tornar sócia do estúdio de design de marcas. A publicitária deu algumas dicas para os universitários que buscam ingressar no mercado de trabalho, falou de criatividade, da propaganda da Honda que a fez ver o mundo de outra maneira, “Hate Something, Change Something” (Odeie algo, mude algo, em tradução literal) e instigou os alunos a lutarem por aquilo que julgam ser o certo.

Famosa na internet como a jornalista que se demitiu plantando bananeira, Gabriella contou que sempre buscou inovar, desde os tempos da televisão, e falou dos desafios que enfrentou ao deixar o Grupo RBS e abrir o seu próprio negócio. Com muitas horas de trabalho, poucas horas de sono e um pequeno espaço na casa dela, nasceu a Daterra. Atualmente a produtora tem parcerias com grandes marcas, como a Tintas Renner e a Rádio Gaúcha. Gabriella disse que saiu da RBS no momento certo, já que o mercado da comunicação estava em crise. A jornalista disse estar satisfeita com a decisão.

Depois das apresentações os alunos tiveram a oportunidade de fazer perguntas aos palestrantes. Uma das questões envolveu o futuro da comunicação. De acordo com Natália, o sistema está em constante mudança, o que deve continuar, e a adaptação é essencial para empresas e pessoas.

Os alunos também puderam ouvir Renata de Medeiros, repórter da Rádio Gaúcha e uma das criadoras da campanha #Deixaelatrabalhar, que reúne jornalistas esportivas contra o assédio sofrido nos estádios. Renata falou brevemente sobre casos de assédio e disse que o resultado da campanha somente poderá ser melhor percebido no futuro. No entanto, segundo ela, a partir de agora os machistas devem pensar duas vezes antes de falar e agir.

Já na parte da tarde, os alunos das diversas agências foram organizados em núcleos de Reportagem, Vídeo, Áudio e Mídias Digitais, e tiveram o desafio de criar produtos para a campanha #DeixaElaTrabalhar. As produções estão disponíveis na página exclusiva do 8º Colóquio de Agências Experimentais de Comunicação.

Para a coordenadora do Hub ESPM, Karine Moura, a oportunidade de reunir tantos estudantes para realizar a integração é única. “O que a gente mais quer é que vocês possam trocar, que vocês possam interagir e, daqui a pouco, fazer um networking, quem sabe criar uma empresa juntos”, completou.

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