Há vida – e vagas no mercado de trabalho – após a formatura

Egressos da primeira turma de Jornalismo da Fapa conversam com a reportagem da Agência INQ sobre os desafios da rotina de recém-formados

Texto | Loide Gonçalves
Fotos | Andreia Rodriguez

Em fevereiro deste ano se formou a primeira turma do curso de Jornalismo do campus Fapa. Dois meses após a cerimônia de colação de grau, muitos dos 14 novos jornalistas já ingressaram no mercado de trabalho. A reportagem da Agência INQ foi atrás deles para saber mais sobre as experiências vividas dentro e fora da faculdade e, principalmente, para descobrir: existe vida – e vagas no mercado de trabalho – após a formatura?

De Torres para o Diário Gaúcho

Repórter do jornal Diário Gaúcho, Alberi Neto foi um dos formandos da primeira turma. Morava em Torres até decidir cursar Jornalismo e veio para Porto Alegre com o apoio da família. Na faculdade, ganhou alguns prêmios, entre eles o Prêmio Inquieto de Jornalismo. “Conquistamos as coisas na faculdade e abraçamos as oportunidades. É legal ganhar prêmios, mas é importante também as pessoas entenderem que eles valem para a vida. As pessoas no teu emprego vão saber depois que você ganhou esses prêmios”, destacou.

Alberi conseguiu o primeiro estágio no terceiro terceiro semestre do curso. Foi no Jornal do Comércio, onde conseguiu desenvolver trabalhos importantes e aprender muito sobre a prática do jornalismo. Logo depois, ele se tornou estagiário no Diário Gaúcho onde, mais para frente, foi contratado como assistente de conteúdo e, em seguida, como repórter.

Alberi Neto na redação do Diário Gaúcho (Andreia Rodriguez/Agência INQ)

Nos bastidores da Arena do Grêmio

Rafael Acosta tem uma família ligada ao futebol. Por isso, ele se sente em casa trabalhando como guia na Arena do Grêmio, onde exerce, todos os dias, as habilidades de Comunicação. Segundo ele, a faculdade foi muito importante para a desenvoltura em meios como rádio, revista, jornal e televisão. “Somos estimulados a aprender muita coisa e precisamos saber se vamos responder a esses estímulos ou vamos só deixar as oportunidades passarem”, reflete.

O primeiro estágio do jornalista foi na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, onde ele praticou os aprendizados obtidos em sala de aula. Depois, Rafael trabalhou na Secretaria da Juventude, na Prefeitura de Porto Alegre. Também teve experiência em empresas privadas, onde passou pelo choque em relação às diferenças de atuação em uma empresa pública e em uma empresa privada. No fim da faculdade, Rafael conseguiu o emprego de guia turístico na Arena do Grêmio, bem perto do futebol, como ele sonhava. “Trabalhar ou não na área do jornalismo não é problema, desde que tu esteja fazendo alguma coisa que te satisfaça e que tu consiga aplicar no dia a dia o que foi estudado”, afirma o jornalista, que todos os dias recebe grupos de turistas e explica, a eles, a história do clube e do estádio.

Rafael Acosta (Andreia Rodriguez/Agência INQ)

Paixão pelo jornalismo

Aline Luísa Bisol, hoje repórter na República Agência de Conteúdo, já nutria amor pelo jornalismo desde muito nova, em sua cidade natal, Caxias do Sul, onde ela também começou a faculdade. O avô de Aline trabalhava como agente do Correio Riograndense e, por isso, os exemplares dos jornais eram os seus brinquedos preferidos quando pequena. Na faculdade, entre outros projetos de destaque, a jornalista desenvolveu o “Mapeamento de Eventos Literários”, que reuniu os eventos de Porto Alegre e disponibilizou informações sobre eles. “A literatura é uma ferramenta de transformação social”, afirma.

Atualmente, Aline tem em sua rotina produzir conteúdos, colaborando para edições da Revista Superinteressante e para outros veículos como o jornal Gazeta do Povo e o site Desafios da Educação. “Me sinto mais segura e confiante com o trabalho. Sinto que agora o meu futuro está nas minhas mãos. Com a formação incrível que eu tive, isso não me assusta é, na verdade, instigante”, ressalta. Para finalizar, Aline deixa um conselho aos estudantes de jornalismo: “Estagiem em uma área/empresa que vocês pretendem seguir durante a carreira. Faz toda a diferença estar formado e trabalhando em um local em que você se identifica”.

Aline Bisol (Babi Nakata/Divulgação)