Final da Copa dos Refugiados: Senegal vence o Líbano e é bicampeão

Depois do 0 a 0 no tempo regular, time senegalês faz 3 a 1 nos pênaltis e garante vaga na Copa Brasil dos Refugiados

Com uma vitória nos pênaltis, o Senegal conquistou o bicampeonato da Copa dos Refugiados no Beira-Rio, neste domingo, e se classificou para a disputa nacional da competição, a Copa Brasil dos Refugiados, acontece em setembro em São Paulo. A seleção derrotou o Líbano depois de um empate em 0 a 0 no tempo normal e uma vitória por 3 a 1 na disputa de pênaltis.

O jogo foi marcado por uma disputa bem acirrada entre as seleções. Aparentemente, o time libanês estava mais cansado do que o Senegal, que foi mais ativo na partida.

A seleção senegalesa apostou nas bolas paradas: foram dois escanteios que levaram perigo à meta libanesa. No primeiro, uma jogada ensaiada, cruzamento por baixo com chute do atacante por cima do gol; em outro, o camisa 14 do Senegal, El-Hadji Mar Wade, cabeceou à esquerda do gol. O Senegal pressionou, mas o Líbano defendeu. O craque libanês, Vinicius Farias Curi, sofreu uma lesão na parte posterior da coxa no final do primeiro tempo e ficou impossibilitado de continuar no jogo.

Assim como no primeiro tempo, o placar continuou no 0 a 0 no segundo tempo. O Líbano não conseguiu driblar o cansaço e o Senegal continuou pressionando fortemente o adversário.

A seleção senegalesa foi comandada pelos camisas 10 e 11, Pape Assane Sal e Bara Fall, que controlaram o meio de campo e criaram jogadas perigosas.  Pape fez uma jogada pelo meio, driblou dois marcadores e bateu no travessão do goleiro libanês. O Senegal ainda teve um lance direto pois o zagueiro libanês recuou a bola para o seu goleiro que pegou com a mão. Apesar do perigo, a cobrança não foi convertida. O camisa 8, Artur, caiu no gramado precisando de ajuda médica. O jogador foi carregado lentamente na maca, o que preocupou a torcida.

A partida seguiu para os pênaltis.  A seleção senegalesa abriu a disputa convertendo a cobrança. Logo em seguida, o time libanês errou. Os goleiros atuaram muito bem na disputa, com destaque para o goleiro senegalês, Serigne Mdiaye. O último pênalti foi do camisa 8 do Senegal, Monhamen GueyeMo, que decretou: 3 a 1 para os senegaleses.

Depois de conquistar o título pelo segundo ano consecutivo, o Senegal tem um novo desafio pela frente: em setembro jogará contra outras seleções na Copa Brasil dos Refugiados, em São Paulo, na busca pela taça do campeonato nacional. Os times disputarão a fase eliminatória no Estádio Municipal Jack Marin, no dia 29 de setembro. A grande final será no Estádio do Pacaembu no dia 30.

CRAQUE DA PARTIDA

O camisa 10 do Senegal, Pape Assane Sal, foi eleito o destaque da partida (João Cammardelli/Agência INQ)

Novamente comandando sua seleção, o craque da partida foi Pape Assane Sal, camisa 10 do Senegal. O ousado meio campista não mostrou cansaço, estava por todo o campo arriscando jogadas. Inclusive, a jogada mais perigosa de Senegal, foi um chute de Pape, que bateu no travessão.

Veja abaixo o gol do Senegal que levou o time ao bicampeonato na Copa dos Refugiados

Veja abaixo a narração do pênalti que marcou a vitória do Senegal:

 

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