Festival de Talentos da FACS revela artistas da UniRitter

Primeira edição do evento reuniu alunos e professores da Comunicação no campus Iguatemi

Um verdadeiro espetáculo. Esta é a perfeita descrição para a primeira edição do Festival de Talentos da FACS,  que possibilitou aos alunos de Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Relações Públicas e Produção Audiovisual mostrarem seus talentos “escondidos”. Na plateia, estudantes, familiares e docentes; no palco, ex e atuais alunos da instituição e até professores fizeram parte de uma grande apresentação. Voz, violão, rima e poesia foram sons que ecoaram no campus Iguatemi da UniRitter, local do evento que aconteceu durante a tarde do último sábado (16/06) e que foi comandado pelo aluno Maurício Sodré, do 6º semestre de Relações Públicas.

Leandro Olegário, coordenador de Jornalismo e Produção Audiovisual, dá boas-vindas ao Festival de Talentos  (foto e edição: Maíra Bernardo/Agência INQ)

Para dar início ao evento, o coordenador de Jornalismo e Produção Audiovisual da UniRitter, Leandro Olegário, foi convidado para falar sobre o objetivo do festival. “A gente consegue identificar talentos, mas reforçar atributos que auxiliam na empregabilidade dos alunos, e poder ver os inquietos se apresentarem e mostrando que eles são capazes é enriquecedor”, ressaltou Olegário, que garantiu a segunda edição do evento no ano que vem.

“Viver é melhor que sonhar. Eu sei que o amor é uma coisa boa, mas também sei que qualquer canto é menor do que a vida de qualquer pessoa”, cantou a universitária do 2º semestre de Jornalismo, Aline Costa, 18 anos, primeira aula a subir ao palco e que interpretou “Como nossos pais”, da gaúcha Elis Regina.

A temática da esperança seguiu presente na segunda apresentação da tarde. O ex-aluno de Jornalismo, Bernardo Figueira, 24 anos, e Ágatha Xavier, 18 anos, cantaram “Ousado amor”, de Isaias Saad – uma canção sobre fé para ultrapassar barreiras.

Logo em seguida, quem se apresentou foi o aluno Marco Antônio Dall’Igna Júnior, ou apenas MADJR, 21 anos, do 2º semestre de Produção Audiovisual.  O aluno iniciou a apresentação com um solo de guitarra e depois cantou três canções originais: “Spreading Your Light”, e “Mistakes” e “Never Let Go”.  De acordo com Marco, “Mistakes” trata-se de aceitar as próprias falhas. A mãe do univeristário, Lenita Dall’Igna, elogiou a organização do evento.

Anahy Schinoff toca violão e canta “Valerie”, de Amy Whinehouse (foto e edição: Maíra Bernardo/Agência INQ)

Depois foi a vez de Martina Alves, 20 anos, e Anahy Schinoff, 21 anos, ambas do curso de Publicidade e Propaganda. “Quando as lágrimas escorrerem pelo seu rosto porque você perdeu algo que não pode substituir, quando você ama alguém, mas é desperdiçado. O que poderia ser pior?”, dizia um trecho de “Fix you, da banda Coldplay, uma das músicas cantadas pelas alunas. “Valerie”, eternizada na voz de Amy Whinehouse e “Love on the brain”, da cantora Rihanna, também fizeram parte do show da dupla.

Logo após as universitárias, veio a aluna do 5º semestre de Jornalismo, Niége Moreira, 25 anos, que fez uma emocionante apresentação à capela da música “If I Could Be Where You Are”, da cantora Enya, que conta a história de um amor perdido, “mas que está sempre à uma batida do coração” de distância.

Após uma sequência de músicas introspectivas e reflexivas, o estudante Leonel Jacques, 20 anos, do 3º semestre de Relações Públicas, subiu ao palco e cantou “IVY”, “Sidewalks”, “Cant feel my face” e “Heartless”, animando a plateia.

Leonel continuou na próxima apresentação, mas desta vez apenas no violão, pois quem cantou foi a aluna Cris Bueno, 31 anos, do 7º semestre de Relações Públicas, que interpretou “Velha roupa colorida”, de Elis Regina. “Você não sente, não vê, mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo, que uma nova mudança em breve vai acontecer. O que há algum tempo era novo, jovem, hoje é antigo”, diz a canção lançada em 1976, mas que ainda descreve a velocidade com que o mundo moderno se transforma.

Já se encaminhando para o final do festival, a universitária Sofia Prates Pedroso, 18 anos, do 1º semestre de Produção Audiovisual e também integrante da INQ, a agência experimental de comunicação da UniRiter, cantou as músicas “Janta”, “Lonely boy” e “All Star”. Apesar de ser uma aluna reservada, Sofia subiu ao palco com ‘estilo de artista’, vestindo sobretudo vermelho e óculos escuros, e surpreendeu com sua descontração. A mãe dela, Silvia Pedroso, elogiou todos os participantes do evento e destacou a coragem dos alunos que se apresentaram.

De terno e gravata, Luka Pumes inicia poema crítico sobre o racismo(foto e edição: Maíra Bernardo/Agência INQ

“Eu fujo da senzala no primeiro erro de Português e hoje a minha casa é muito mais grande que a de vocês. Não falo de construção, no meu teto mora Ogum. A minha casa é a rua. Aqui sempre cabe mais um.” O trecho do verso de  Luka Pumes, 19 anos, aluno do 5º semestre de Jornalismo, era recitado enquanto o aluno tirava o terno que vestia para mostrar roupas mais simples que vestia por baixo – bermuda e camiseta, simbolizando a realidade resultado do preconceito. Luka, que é poeta do slam (modalidade de rima de rua com viés crítico), deixou o palco aplaudido de pé.

Depois, foram os professores que comandaram os microfones. Francisco dos Santos, Chico, como é conhecido na FACS, e Cristiano Porto, cantaram a música “Maluco Beleza”, de Raul Seixas. A apresentação de Chico surpreendeu até sua mãe, a dona Terezinha, que também disse que o festival estava maravilhoso.

Para finalizar o evento, foram convidados os músicos Alejandro Suarez e Claudio Franco, que animaram o festival com algumas músicas ao som de gaita e violão, encerrando a tarde fria do sábado com uma apresentação descontraída e calorosa.

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