Felipe Diniz: “Sempre fui atraído pelo universo audiovisual”

Coordenador do Núcleo de Audiovisual da Agência INQ fala sobre a trajetória na profissão

Texto | Aline Eberhardt

Professor da Faculdade de Comunicação Social da UniRitter desde 2017, Felipe Diniz traz na bagagem uma gama de conhecimentos sobre o universo audiovisual. Desde pequeno, ele sempre gostou muito de ir ao cinema. Mas foi somente durante o curso de Publicidade e Propaganda que Felipe percebeu que a adoração pela sétima arte poderia também ser instrumento profissional.

Durante a faculdade, Felipe fez o primeiro estágio, em 1996, em uma agência de publicidade. Depois, mais ao final do curso, trabalhou na Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre, o que, segundo ele, “mudou radicalmente meus percursos profissionais”.

Já formado, passou a integrar o grupo da Modus Produtora de Imagens, onde administra e desenvolve projetos audiovisuais como documentários, ficção e séries para TV. Lá, ele conquistou grandes aprendizados, como trabalhar em equipe, misturar comunicação com arte, segurança e sensibilidade.

Felipe já dirigiu documentários para Bienal do Mercosul, Ministério do Turismo, Prefeitura de Porto Alegre, UFRGS e Ministério da Cultura. Produziu Maria da Penha: um caso de Litígio Internacional (2011) e Domésticas (2017). A Modus Produtora de Imagens, empresa da qual Felipe é sócio, também assina Histórias de Esquina (2006), Arquivos da Cidade (2009), Por Onde Passeiam tempos Mortos (2015) e Desenredo (2016). Atualmente, o professor está finalizando o curta de ficção Sonata.

Em 2012, Felipe concluiu sua dissertação de mestrado em Comunicação e Informação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. E, no último ano, também na UFRGS, conquistou o título de Doutor em Comunicação com a tese intitulada Desenquadramentos no Novíssimo Cinema Brasileiro: o fora de campo como dobre da mise-en-scène nos filmes de André Novais. Suas áreas de interesse para pesquisa acadêmica são cinema brasileiro, linguagem audiovisual, produção cultural, produção e direção cinematográfica, documentário, teorias da comunicação, semiótica, estética e audiovisualidades. “A carreira acadêmica possibilita o pensar sobre a prática da comunicação. Minha experiência no doutorado foi incrível. Ela complementa a prática e dá outra força para o ato de compartilhar conhecimento com os alunos”, conta.

Na FACS, a troca de experiência com os alunos é diária. “A sala de aula é um espaço que me sinto muito à vontade. A troca com os alunos é uma parte colorida do meu dia”, diz. Felipe leciona as disciplinas de Introdução ao Audiovisual; Captação de Imagem e Iluminação; Produção Audiovisual para PP; Fundamentos de Marketing e Teorias da Comunicação. Atualmente coordena o Núcleo de Audiovisual da Agência INQ.

Fora dos holofotes

Quando pergunto sobre seus momentos de lazer, já imagino que “idas ao cinema” estão inclusas. E, de fato, quando está em off, Felipe gosta ir ao cinema. Os gêneros de filmes que gosta de assistir? Todos! Também curte sair com os amigos, brincar com sua filha, Olívia, de 6 anos e, quando possível, viajar. O próximo destino ele já tem em mente: Bahia. Mas a viagem inesquecível foi quando conheceu o Egito.

Lealdade e bom humor são características presentes no professor. Uma palavra que o defina? Ele prontamente responde: arte. Não à toa, o termo para caracterizar o cinema, segundo o italiano Ricciotto Canudo, é “sétima arte”.
Futuramente, os planos são mostrar seus filmes para “maior quantidade de gente possível”. Também pretende seguir tentando motivar os alunos para que eles sejam agentes de transformação para as próprias vidas e para o mundo que os rodeia. E, por fim, a dica para os alunos da FACS: sigam seus impulsos, percebam o outro, lutem por liberdade, estudem muito.

RAIO-X
Nome completo: Felipe Diniz
Data de nascimento: 06/06/1976
Em que ano e onde se formou: 2000, na Unisinos
Currículo lattes: http://lattes.cnpq.br/1553909372077228
Dissertação de Mestrado: O jogo de cena de Eduardo Coutinho : entre a estrutura e o acontecimento
Tese de Doutorado: Desenquadramentos no Novíssimo Cinema Brasileiro: o fora de campo como dobre da mise-en-scène nos filmes de André Novais
Onde já trabalhou: Sou sócio da Modus Produtora de Imagens desde 2003. Antes, meus principais trabalhos foram na Coordenação de Cinema da prefeitura de Porto Alegre e no Canal Futura (Rio de Janeiro).
Em que ano ingressou na FACS: 2017
Qual foi o principal momento da carreira? Em 2006, quando lancei meu primeiro filme; em 2017, quando entrei na Uniritter; em 2018, quando defendi minha tese de doutorado.
Uma frase: “Não saber se orientar numa cidade não significa muito. Perder-se nela, porém, como a gente se perde numa floresta, é coisa que se deve aprender a fazer.” (Walter Benjamin)
Um filme: Aquarius, de Cleber Mendonça Filho
Uma comida: Pizza
Um sonho: Democracia e Liberdade
Ser professor na FACS é… experimentar a capacidade de fazer a diferença na vida dos estudantes.