FACS e Relações Internacionais promovem aula inaugural

Noite teve exibição do curta “Luna 13” e debate sobre pós-verdade

Um jovem decide fazer um documentário sobre o seu avô, que era visto como maluco na cidade onde vivia. Para tentar compreender a fascinação do velho por acontecimentos sobrenaturais, Igor vai atrás de tudo que era dito sobre ele. Este é um breve resumo do que se passa no filme Luna 13, que foi exibido na aula inaugural dos cursos de Comunicação e Relações Internacionais. O filme serviu de tema para o debate sobre fake news e o fenômeno da pós-verdade. O evento foi realizado na noite de terça-feira, dia 2 de maio, na UniRitter campus Fapa.

Diretor da Escola das Ciências Humanas Sociais, Marc Deitos abriu a aula inaugural da FACS e do curso de Relações Internacionais

O diretor da Escola das Ciências Humanas Sociais, Marc Deitos, abriu o evento agradecendo a presença de todos e falando sobre como é extraordinária a troca de conhecimentos entre os cursos . “É algo inovador. É sempre difícil, na universidade, conseguirmos conjugar conhecimentos distintos na análise de um conteúdo”, afirmou Marc.

Antes do debate, houve a exibição do filme Luna 13. O curta, lançado em dezembro de 2016, é uma realização de Igor Schmidt em parceria com a Colateral Filmes.

Após a exibição, os convidados – Camila César, Eduardo Cristofoli e Felipe Barros – subiram ao palco para formar a mesa de debate sobre fake news. Felipe Barros, também diretor do curta Das 5 Às 7 em um País em Subdesenvolvimento, falou como faz para difundir seus trabalhos usando a internet como ferramenta. “Desde quando me formei, em 2007, eu sempre trabalhei com o YouTube. Não tem como não estar na internet”, relembra diretor.

Eduardo Christofoli, produtor do Luna 13, elencou pontos como a diferença entre as múltiplas formas de lançamento de um filme. Além disso, falou sobre a escolha de divulgar o curta metragem somente no YouTube e no site oficial. “Foi importante, pelo fato de não haver tanta burocracia, como, por exemplo, para chegar até as salas de cinema”, ressaltou o produtor.

Camila, Eduardo e Felipe durante o debate sobre o curta

Camila César, jornalista e doutorada em Comunicação e Mídias da Universeté Sorbonne Nouvelle, da França, focou sua fala em como a propagação de notícias na internet pode ser benéfica e como os comunicadores que estão se formando devem se adaptar ao novo cenário. Falou ainda que, o grande desafio é ter uma visão mais global das transformações da sociedade e das novas formas que ela tem de se informar. “Os comunicadores de hoje têm que conseguir se aproximar disso para criar novas formas de interagir, produzir conteúdo, divulgação e de direcionar os conteúdos de maneira mais otimizada”, alegou Camila.

Após as opiniões dos convidados, o debate foi aberto à plateia. A aula inaugural contou também com outros integrantes do corpo docente da UniRitter. Além dos professores que trouxeram suas turmas, os coordenadores dos cursos de Publicidade e Jornalismo, Geferson Barths e Leandro Olegário, estiveram presentes.

Na mesma noite, foi apresentada a Agência INQ, que é a agência experimental da Faculdade de Comunicação Social da UniRitter. A agência é formada por alunos dos cursos de Jornalismo, Relações Públicas e Publicidade. O grupo que coordena os núcleos da agência é formado por professores de todas as áreas da comunicação: Mariana Oselame, coordenadora geral e responsável pelo núcleo jornalístico; Tânia Almeida, de Relações Públicas; Francisco dos Santos, da Publicidade e Propaganda; e Matheus Felipe, responsável pelos projetos especiais.