Evento debate presença de pessoas negras na área da Comunicação

Painel foi promovido pelo coletivo AfroFapa, formado por alunos negros do curso de Jornalismo 

Foi realizado na quarta feira (21/11), no auditório do prédio 4, no campus FAPA, o evento “Se a comunicação fosse negra?”. A palestra foi organizada pelo coletivo AfroFapa, formado por alunos negros da faculdade de Jornalismo da UniRitter, que procuraram trazer uma reflexão sobre a escassa presença de negros no ramo da comunicação.

No palco, reuniram-se jornalistas com larga experiência no mercado. Deivison Campos, doutor e coordenador do curso de comunicação na Ulbra, iniciou a palestra, trazendo dados sobre a desigualdade racial e exemplos de negros esquecidos na história do país, além do atual quadro de ensino acadêmico. “O Brasil possui atualmente cerca de 400 mil professores de Ensino Superior e apenas 16% são negras e negros”, relatou Deivison.

Na sequência falou Airan Albino, graduado em Jornalismo pela PUCRS, integrante do jornal cultural Nonada e um dos fundadores do Mil Tons, coletivo de discussão de masculinidades negras. O jornalista apresentou sua trajetória e atualizou a plateia sobre os números de negros dentro da comunicação atualmente. Ao final, valorizou a importância de uma rede de contatos dentro da comunicação: “Crie afinidades, laços ou relações com colegas, coordenadores de universidades, etc. Esses são os pontos principais que vão te colocar na visão das pessoas dentro do mercado de trabalho da comunicação”.

Encerrando o ciclo dos palestrantes, falou Fernanda Bastos. Escritora e jornalista, a mestranda em Comunicação e Informação pela Fabico/UFRGS apresentou o ponto de vista feminino dentro da comunicação e lembrou os conflitos e superação dentro de diversos cenários do ramo. “Por exemplo, quantas vezes a gente precisa alertar para algum colega no trabalho que determinado material só tem pessoas brancas? Isso é importante apontar”, questionou.

AfroFapa

O AfroFapa é um coletivo formado por estudantes negros da comunicação da UniRitter. Atualmente é formado por nove alunos: Camila Silva, Ariel Freitas, Kizzy Morais, Matheus Dias, Luka Pumes, Andressa Almeida, Gabriela Rodrigues, William Correa e Rafael Costa. Inspirado em outros coletivos dentro do mesmo cenário, o grupo busca valorizar a presença da negritude dentro dos cursos do campus Fapa da UniRitter. A proposta é a mesma no campus Zona Sul, onde atua o grupo Interfaces. Coordenado pelas alunas de psicologia Monique Machado e Kerolin Fagundes, o Interfaces conta com mais de 30 integrantes e realiza atividades dentro e fora do campus.

Mesmo tendo sido criado recentemente, o AfroFapa já planeja novas atividades. Na segunda-feira (26/11), o grupo estará ao vivo, à partir das 19h, na Rádio Uniritter, no programa Déjà Vu – O Futuro de Anos Atrás, no comando de Matheus Dias, para falar sobre o pós-evento e sobre o que ainda está por vir. Para receber informações do AfroFapa, basta entrar em contato pelo e-mail afrofapa@gmail.com.

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