Diretora na Embratel, Raquel Possamail fala os desafios do mercado

Publicitária afirma que “tem emprego de publicitário em qualquer lugar”, inclusive em cargos de gestão

A entrevistada de hoje é a Raquel Possamail. Ela trabalha na EMBRATEL como diretora de vendas de serviços de telecomunicação, soluções em TI e mobilidade para o mercado corporativo. A Raquel é de Bento Gonçalves e se formou em Publicidade pela UFSM.

Como você chegou ao cargo que ocupa hoje?

Quando saí da faculdade, montei uma agência de propaganda em Bento Gonçalves e lá trabalhei por 5 anos como atendimento. A agência existe até hoje, minha ex-sócia ainda cuida do negócio. Entre os nossos clientes, atendíamos uma grande empresa de luminárias e realizávamos reuniões executivas com representantes, clientes, fornecedores do Brasil através da infraestrutura da Embratel, com quem criei um forte vínculo. Até que, lá por 2001, enchi o saco da agência, tirei férias e fui bater na porta dos meus contatos na Embratel. Era um mundo completamente novo. Eu não entendia absolutamente nada do portfólio do grupo, muito menos de telecomunicações. Iniciei na Embratel como gerente de contas em Caxias do Sul. Fiquei um ano e migrei para SP, onde fui me destacando profissionalmente dentro da área de vendas, assumindo cargos de gestão até chegar onde estou hoje.

Tem emprego para publicitário em cargo de gestão?

Tem, e muito. Tem emprego de publicitário em qualquer lugar. Na minha empresa, somente em SP temos três diretores com formação em Publicidade. A gente não se prende por regras de formação na hora de contratar. Vocês também não devem se prender a regras e ficar dentro de caixinhas quanto à profissão! Publicidade dá muita versatilidade ao profissional na hora de escolher seus caminhos.

Qual a diferença entre vender planos de TI/telecomunicação e vender propaganda?

São tantas as diferenças técnicas que preciso chamar os arquitetos de redes para explicar. É um outro mundo. Eu desconheço esse mundo. O que sei é muito, mas muito superficial. Um executivo deve entender do negócio, como se aplica, o quanto isso é importante para a empresa. A parte técnica tem inúmeros engenheiros para resolver. Resumo disso tudo: trabalhe. Não importa a área, a empresa ou a profissão. Trabalhe com inteligência emocional. Hoje mesmo entrevistei um rapaz para uma vaga de vendedor cujo salário é de 15 mil reais mais benefícios. Um bom salário! Já entrevistamos sete pessoas, todos falam três línguas, MBA, mas vêm com discursos vazios, prontos, não demonstram interesse real, não têm perfil empreendedor, de equipe. Hoje o mercado está mega carente de profissionais com “vontade de trabalhar”, que aceitam os desafios, que sejam empreendedores, líderes natos.

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