Diogo Ramos, diretor de arte na Buena 720, fala sobre a publicidade na Argentina

Publicitário gaúcho foi para Buenos Aires estudar espanhol e acabou ficando por lá

Diogo Ramos tem 29 anos, é formado em Publicidade no IPA e trabalha como diretor de arte na agência Buena 720, em Buenos Aires, onde atende contas como a do Guaraná Antarctica. Diogo trabalhou por três anos na filial argentina da agência Young & Rubicam, atendendo a Movistar (Vivo, no Brasil). Ele foi morar em Buenos Aires para aprender espanhol e acabou ficando. O portfólio do Diogo está no www.behance.net/ramoreira.

As agências de propaganda e a publicidade argentinas são realmente tão bacanas quanto a gente pensa?
O universo publicitário argentino é muito parecido com o Brasil em relação ao ritmo de trabalho e hierarquia e trabalhos em dupla, redação e arte. Já trabalhei também em equipes mistas, sem redator fixo, trabalhando por job com diferentes colegas. A diferença que sinto é na maneira de pensar: enquanto no Brasil gostamos de photoshop e mais photoshop para apresentar um layout, eles preferem pensar mais nas ideias.

Como você e seus colegas daí enxergam a publicidade brasileira? Rola aquela mesma rivalidade do futebol?
A rivalidade é mais na brincadeira. Quando eu era novo na agência, sempre rolava uma piadinha de futebol. Eles adoram a publicidade brasileira, acham muito bonita, mas nunca elogiam a criatividade.

Muitos brasileiros adoram visitar Buenos Aires, mas e quanto a morar aí, quais os prós e os contras da cidade?
Buenos Aires é uma cidade culturalmente muito atrativa – cinema, teatro, eventos, exposições, museus, feiras. Andar pela cidade é muito fácil, tanto de metrô ou de ônibus, em relação ao Brasil o transporte é mais barato, mesmo com os últimos aumentos. Os contras seriam estar longe da família, mesmo sendo duas horas de avião. Estar trabalhando e coincidir férias para ir a Brasil é umas das coisas que também colocaria como um contra. Depois, vem o idioma: cheguei sem falar nada, um portunhol, e isso não ajudou muito, o ideal é ter uma boa base do idioma. Mesmo assim, os argentinos adoram falar com brasileiros e quando descobrem teu acento e se esforçam em entender.

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