“O mercado de Caxias ainda é bem resistente”, diz Gabriel Leonardelli

Redator publicitário falou ao site da FACS sobre a trajetória profissional e os desafios de trabalhar na Serra

Nosso entrevistado de hoje é o redator publicitário Gabriel Leonardelli, formado pela UCS em 2007. Gabriel começou estagiando na Assessoria de Comunicação da UCS e depois de formado foi contratado. Após a UCS, ele passou pela Coza, SESC, e por último trabalhou oito anos na BAG Propaganda, de onde saiu em setembro de 2016.

Como é o mercado de Caxias do Sul em termos de publicidade? Cliente é igual em todo lugar mesmo?
Eu acho o mercado de Caxias ainda bem resistente em investir em publicidade. Não tem mais aquela resistência em se contratar uma agência ou um publicitário, mas há bastante dificuldade em que os clientes entendam que é preciso verba para se trabalhar. Aqui em Caxias vale muito a regra do “opto pelo mais barato” para fornecedores e para o próprio investimento em propaganda. Mas acredito que isso vai mudar logo, já que as empresas e indústrias reconhecem a necessidade de se ter uma agência e/ou profissional atuando.

Por que você optou por não procurar agências em centros maiores? Este é um movimento bem normal e até esperado de um redator publicitário.
Não pensei em procurar em centros maiores primeiro porque eu gosto muito de Caxias. Obviamente que tem seus (muitos) defeitos, como qualquer outro lugar do mundo. Em segundo lugar pela concorrência. Nos grandes centros ou você é muito grande e muito famoso e muito bem sucedido ou então você é apenas mais um dos milhões. Aqui, apesar de ser uma cidade de meio milhão de habitantes, ainda é mais simples se trabalhar.

 Depois de tantos anos na mesma empresa, o que passa na cabeça ao sair de lá?
O que eu mais percebi depois de ter sido demitido é o quanto estava me fazendo mal continuar lá. Fazia bastante tempo que eu vinha trabalhando sem tesão nenhum, odiando os domingos mais do que o normal e reclamando muito. Mas eu estava tão acomodado e tão seguro que achava que era normal isso e que ano que vem ia passar, que só precisava de férias. Claro que dá medo de não conseguir outro trabalho logo, sabemos que são tempos bem difíceis. Mas eu estou muito mais aliviado e muito mais otimista em encontrar um trabalho que eu realmente goste do que qualquer outro sentimento ruim. Isso provavelmente até o dinheiro da minha rescisão acabar, quando estarei mendigando qualquer tipo de serviço.

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