Direitos humanos, internet e economia: alunos da FACS fazem ENADE 2018

Mais de cem alunos de Comunicação da UniRitter enfrentaram a prova neste domingo (25/11)

 

Enquanto milhares de pessoas se reuniam em praças para aproveitar o domingo ensolarado de temperatura agradável, mais de meio milhão de universitários, em todo o Brasil, se preparavam para o Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), um dos requisitos para a conclusão do Ensino Superior. Entre os 550 mil alunos aptos a realizar a prova no país, estavam cento e oitenta inquietos dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da UniRitter, que fizeram o Enade na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

A prova acontece de acordo com um Ciclo Avaliativo Trienal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e, a cada três anos, testa o desempenho dos alunos em fase final de diversos cursos. Em 2018, foram avaliadas 27 áreas, entre elas Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Humanas e áreas afins; cursos superiores de tecnologia em Gestão e Negócios, Apoio Escolar, Hospitalidade e Lazer, Produção Cultural e Design. O Enade, assim como as horas complementares e o estágio obrigatório, são exigências para a colação de grau dos cursos de graduação – a situação de regularidade fica registrada no histórico do universitário.

Faltando poucos dias para o encerramento do seu oitavo e último semestre de Jornalismo na UniRitter, Natália Silveira aprovou os temas abordados no Enade, porém, com ressalvas. “Achei a prova bem focada nos assuntos atuais, mas ao mesmo tempo contemplou tudo que foi estudado. Acho que algumas questões foram bem enroladas, senti falta de algumas teorias. As perguntas dissertativas poderiam envolver mais as teorias”, relatou. A relação entre notícias falsas disseminadas pela internet, democracia e acontecimentos após o assassinato da vereadora Marielle Franco foi questionada em uma das perguntas discursivas. Além deste tema, um dos enunciados da prova perguntou sobre a proximidade entre o jornalismo e o mercado de entretenimento no mundo moderno.

Danrley Passos, aluno de Jornalismo da UniRitter, confere últimas informações antes de entrar no local de prova (Foto: Andrew Fischer/Agência INQ)

O Enade é composto por 40 questões, sendo dez de Formação Geral, aplicadas aos cursos de todas as áreas, e 30 perguntas de Componente Específico – entre estas questões, estão cinco discursivas, com um máximo de 15 linhas por resposta. Temáticas atuais e relevantes dos cenários econômico, social e político nacional e internacional foram abordadas na prova de hoje. Danrley Passos, aluno do 6º semestre do Jornalismo da UniRitter, também comentou sobre o grau de dificuldade do exame. “Uma prova difícil, apenas, sem exageros”, resumiu.

Durante este ano, professores e coordenadores da UniRitter promoveram simulados do Enade, encontros para que os alunos pudessem esclarecer dúvidas, testes em plataforma online e envio frequentes de e-mails para lembrar os universitários sobre os procedimentos da prova. Líder do Enade na Faculdade de Comunicação Social da UniRitter (FACS), a professora Mariceia Benetti ficou encantada com resultado de todas estas reuniões e o comprometimento dos alunos. “Foi maravilhoso. Senti que na sua grande maioria os alunos entenderam a seriedade do Enade. Fizeram com muita atenção e empenho. Senti que estavam bem conectados com a responsabilidade do Exame e sendo parceiros com os seus cursos. Para mim foi dez.”

No entanto, os encontros do Enade não ofereceram apenas o esclarecimento de dúvidas, mas também coquetéis e mochilas para os alunos com melhor colocação nos simulados do Exame – maneiras de estimular o empenho na prova e reforçar a importância do Exame. Na tarde de domingo, uma equipe da UniRitter composta por professores e coordenadores do centro universitário entregou ecobags com água, biscoito e barra de cereais para os universitários que vestiam camisetas da prova – também presente da UniRitter. “Achei muito legal a organização e preocupação da Uniritter com o evento, o quiosque que montaram com brindes para os alunos. É bom este incentivo”, comentou Danrley, que saiu da prova com uma ecobag da UniRitter e uma garrafa térmica metálica debaixo do braço.

“Do ponto de vista pedagógico, o Enade começa desde o momento em o aluno ingressa no curso porque a trilha dele, a soma dos conhecimentos, disciplinas, projetos, são resultado dessa avaliação que é o Enade”, explicou Leandro Olegário, coordenador de Jornalismo e Produção Audiovisual da UniRitter.

Após a prova, os universitários comentaram sobre as questões aplicadas do Enade – a frase mais repetida entre os alunos da UniRitter foi “eu vi isso em aula”. Para Olegário, estes comentários dos inquietos indicam o acerto no caminho escolhido pelos professores da FACS. “Eles encontram as experiências ao longo do tempo de formação em cada uma destas questões da prova, o que nos deixa tranquilo em ter a convicção de um resultado muito positivo quando sair o resultado final do Exame em novembro de 2019”, completou. Assim como o professor, Mariceia tem boas expectativas com o resultado do Enade. “Acho que nos sairemos bem. Nossos professores são capazes, os alunos são ótimos, a relação de sala de aula é muito bem desenvolvida, então não tem como dar resposta ruim, mas vamos aguardar”, finalizou.

Aluna do 6º semestre de Jornalismo da UniRitter e com previsão de formatura somente para o segundo semestre de 2020, Drysanna Espíndola concluiu os simulados do Enade disponibilizados pela UniRitter e conversou com o coordenador do curso para fazer o teste, mesmo sem a obrigatoriedade. Segundo a aluna, a prova estava equilibrada, no entanto, ela precisaria de mais tempo para concluir o exame. “Eu realmente esperava exatamente o que foi. Em questão de conteúdo, acho que foi muito bem equilibrado e eu realmente senti que já aprendi e desenvolvi tudo aquilo. A surpresa, que não foi tão absurda pra mim, foi serem cinco questões dissertativas – eu esperava uma redação ou duas, no máximo. Mas foram tranquilas e eu acho até melhor assim. Ah, também deveria ser meia hora a mais”, contou Drysanna.

Depois de quatro horas respondendo questões do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes, os universitários da UniRitter aproveitaram as últimas horas de sol para conversar sobre a prova, debater algumas perguntas com professores e rever os colegas que, mesmo sendo do mesmo curso, não viam há semanas por causa do empenho no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).

Apesar de estarem em diferentes momentos da faculdade, os alunos que se formam em breve e os que ainda vão ficar alguns anos na instituição deixaram as salas do exame com a certeza de que o aprendizado adquirido desde o primeiro momento que entram em sala de aula é relevante para compreender e analisar acontecimentos de diferentes esferas da sociedade, não apenas em provas de conhecimento específico.

Este slideshow necessita de JavaScript.