Dia do movimento Fashion Revolution tem programação especial na UniRitter

Data marcou o início das atividades do grupo que luta por uma moda mais sustentável em todo o mundo 

TEXTO E FOTOS | Maíra Bernardo 

O dia 24 de abril de 2019 marcou os seis anos do desabamento do edifício Rana Plaza, em Bangladesh, que deixou 1.133 mortos e 2.500 pessoas gravemente feridas – e deu origem ao Movimento Fashion Revolution, que luta por uma moda mais sustentável. Para marcar a data durante a Semana Fashion Revolution, a UniRitter recebeu a representante do movimento em Porto Alegre, Lívia Duda, para uma aula aberta.

Lívia apresentou vários dados sobre o quanto a indústria têxtil é prejudicial para o planeta e mostrou ações feitas pelos embaixadores do movimento e pelos voluntários. “O Fashion Revolution é um movimento sem fins lucrativos. Estamos aqui para mudar o pensamento das pessoas, por isso estamos sempre atrás de voluntários que queiram fazer a mudança junto com a gente. O mundo precisa mudar, isso precisa ser feito agora, sem demora”, explicou.

Além da presença de Lívia, a programação especial contou com a participação de três mulheres empreendedoras: Melina Knolow, da ADA; Aline Fenecker, da Nastra Shoes; e Karol Ferrão, do projeto Cápsula e da AZO. Melina falou sobre a ADA, uma marca sustentável de roupas minimalistas – cada peça tem um nome de uma feminista e as roupas são limitadas. Já Aline destacou como a Nastra Shoes se tornou inclusiva. Hoje, a marca produz sapatos do número 34 até o 44, e o plano é expandir as opções para chegar a uma tabela de tamanhos que vá do 33 ao 47. Karol, por sua vez, explicou a ideia de um armário cápsula como solução para a falta de uso de peças que temos no guarda roupa. Karol ainda falou sobre a marca de roupas de festas que serve do PP ao GG. O segredo, segundo ela, são os cortes nas laterais que podem ser colocados ou retirados do tecido de acordo com o corpo da cliente.

Para fechar o dia do movimento Fashion Revolution, foi exibido o documentário River Blue. O filme mostra pessoas em condições de risco que utilizam lagos poluídos de suas cidades para obter água, bem como o ambiente de trabalho de fábricas de tecelagem nos quais os funcionários trabalham com produtos químicos sem nenhuma proteção.