Design de Moda e Fashion Revolution novamente em ação

Sustentabilidade na moda e inclusão social incentivam alunos para uma nova era modista

TEXTO E FOTOS | Maíra Bernardo 

O Fashion Revolution é um movimento global que tem como objetivo mostrar o verdadeiro custo da moda, trazendo diversas atividades pelo mundo inteiro durante uma semana. Impulsionado pela pergunta “Quem fez minhas roupas?”, o movimento pretende mostrar que é possível estimular o consumo de uma forma mais sustentável e transparente. O Fashion Revolution foi criado após o desabamento do edifício Rana Plaza, em Bangladesh, no dia 24 de abril de 2013. A queda do prédio – que se tornou símbolo da exploração dos trabalhadores do setor têxtil – deixou 1.133 mortos e 2.500 feridos. Atento a essa questão, o Design de Moda da UniRitter participou de mais uma edição do movimento com eventos realizados nos campi Zona Sul, Fapa e Iguatemi entre os dias 22 a 28 de abril.

O segundo dia de Fashion Revolution (23 de abril), no campus Fapa, contou com três eventos que preencheram o dia todo de moda consciente. Pela manhã, houve uma aula aberta com Carlos Bacchi – que já participou da ação em outras edições  – contando brevemente a história de como deixou a Educação Física para ingressar no mundo da moda e acabar se apaixonando por fazer vestidos de noivas, madrinhas e afins com materiais sustentáveis e trabalho manual. “São aproximadamente oito anos de ateliê, onde eu trabalho noite e dia com o que eu amo. Só agora eu voltei a ver minha família e amigos mais frequentemente, antes eu só trabalhava para erguer meu ateliê”, contou. Carlos administra três ateliês: um em Caxias do Sul, onde mora, e outros dois em Porto Alegre e São Paulo.

À tarde, foi a vez de Mariana Freitas, da Arte Roots, e Thaís Kinson, da Nervo, conduzirem um workshop de upcycling com stencil e desenhos à mão livre. E, para fechar a noite, Vitória Cuervo, da moda inclusiva, deu uma aula aberta sobre moda de inclusão social, onde mostrou seu TCC no qual criou roupas adaptadas para pessoas com algum tipo de deficiência física. Além disso, ela lançou em primeira mão um coletivo de mulheres que pretendem transformar a moda em uma experiência inclusiva. “Eu quero dizer futuramente que faço moda, e não moda inclusiva. Acho que todos devem vestir como querem e ter mercado para isso, não por ser gordo, ou não ter uma perna que devem usar roupas que parecem do século passado, que param no tempo” ressaltou.