Desconstrução é o tema do Prêmio Rymsza 2018

Segunda edição do concurso de criatividade publicitária foi lançada em eventos simultâneos nos campi Zona Sul e Fapa

A cerimônia de lançamento da segunda edição do Prêmio Rymsza de Criatividade Publicitária, criado em 2017 pelo curso de Publicidade e Propaganda da UniRitter, aconteceu na noite de segunda-feira, 27/08, em dois eventos simultâneos realizados nos campi Zona Sul e Fapa. Formado em Publicidade e Propaganda pela UFRGS e designer na agência AKQA, sediada em Portland, nos Estados Unidos, o publicitário gaúcho Pedro Sanguiné apresentou uma palestra, por vídeo, para os dois campi da UniRitter. Durante sua fala, ele destacou os desafios da profissão e a atual desestruturação do mercado de trabalho. Ele também ressaltou a importância de sair da zona de conforto.

O concurso deste ano abordará a “desconstrução”, tema que deve orientar os projetos que poderão concorrer em nove categorias: no media, áudio, vídeo, redação, direção de arte, fotografia, campanha, campanha social e projetos especiais. Podem participar do concurso os trabalhos realizados entre 2017/2 e 2018/1 em que ao menos o autor do projeto seja aluno de Publicidade e Propaganda da UniRitter. Realizado desde dezembro do ano passado, o evento é uma homenagem da FACS ao professor Gabriel Rymsza, morto em um acidente de trânsito em fevereiro de 2017. 

Campus Fapa

Conduzido pelos professores Francisco dos Santos e Cristiano Klanovicz, o evento da Fapa teve a presença das alunas Juliana Ruiz e Carolina Scortegagna, vencedoras em três e em duas categorias, respectivamente, no Prêmio Rymsza no ano passado. 

O lançamento do prêmio começou com a vídeo-palestra, na qual Sanguiné relatou casos nos quais precisou se desconstruir para se readaptar durante a sua carreira.  Para o designer da Agência AKQA, o prêmio Rymsza é uma oportunidade de crescimento e criação de material para o portfólio. Além disso, Sanguiné também aconselhou os universitários a criar laços: “Se possível, aproximem-se das pessoas. Sejam abertos. Participem!”

Em seguida, Klanovicz  explicou o conceito da palavra desconstrução: “É contrariar a ordem natural das coisas. É necessário para que nós possamos nos redescobrirmos como profissionais e indivíduos.” O professor ressaltou a participação dos estudantes para a construção de um portfólio e disse que este processo começa dentro da sala de aula.

O professor Francisco dos Santos foi quem conduziu o bate-papo com Juliana Ruiz e Carolina Scortegagna, vencedoras em 2017.  As universitárias comentaram sobre o processo de criação de seus projetos, a participação no prêmio, as experiências adquiridas e as mudanças que a participação causou na vida delas.

Carolina venceu na categoria Fotografia com o projeto “Alma que dança” e relatou que foi uma experiência incrível ter o reconhecimento do seu trabalho. Na carreira profissional,  a aluna, que já trabalha com a fotografia, destacou que teve um grande retorno das fotos premiadas.  Juliana, vencedora na categoria Redação com o projeto “Zoológico de Sapucaia do Sul – Um território de descobertas”, comentou que, depois de ter conquistado o prêmio, passou a querer expor mais os seus trabalhos em concursos. A inquieta  falou do impacto de trabalhos feitos no meio acadêmico. “A faculdade é um ambiente de troca, ter o reconhecimento por um projeto que criamos, é um grande incentivo para a vida profissional”, comentou Juliana.

Campus Zona Sul

Do outro lado de Porto Alegre, mas com igual entusiasmo, alunos lotaram o auditório do prédio D do campus Zona Sul, no qual o mestre de cerimônia do lançamento do Prêmio Rymsza foi o professor Rodrigo Rodembusch. Premiados na edição do ano passado, César Vastuk, Rubia Berti e Fernanda Ramos foram convidados a participar do evento, que, assim como na Fapa, teve uma vídeo-palestra de Pedro Sanguiné, diretor de arte que hoje atua como designer na agência AKQA. O coordenador  de Publicidade e Propaganda da UniRitter, Geferson Barths, também esteve na cerimônia.

“O prêmio surgiu pois nós, professores, percebemos que os estudantes produziam muita coisa boa dentro da FACS, mas faltava espaço de visibilidade para esses trabalhos. Pensando nisso, fomos desenhando como poderíamos também espelhar o que acontece de fato no mercado de trabalho, onde os melhores projetos são reconhecidos”, contou Barths ao explicar o surgimento do Prêmio Rymsza. 

Sanguiné apresentou exemplos de desconstrução que enfrentou durante a sua trajetória e reforçou a importância do prêmio. “Participar de prêmios como o Rymsza é extremamente importante. Quanto mais nos colocamos no mercado profissional, expomos o nosso trabalho e mostramos quem a gente é, várias oportunidades aparecem. Isso ajuda a criar produtos para o nosso portfólio e ter diversas referências”, comentou.

A professora Camila Morales elogiou os conselhos de Sanguiné e ressaltou alguns pontos citados pelo publicitário, ressaltando o papel do trabalho árduo no exercício da criatividade. “A criatividade precisa de tensão. Costumamos falar que precisamos estar desconstruídos e abertos a novas ideias, mas há um momento do processo de criação que exige essa angústia e precisamos ter um autocomprometimento. A criatividade é um rottweiller furioso correndo atrás de ti. O Prêmio Rymsza é esse rottweiller que a gente cria  com todo amor e carinho para correr atrás de vocês”, falou.

Convidado para subir ao palco e compartilhar experiências com os inquietos que assistiam à cerimônia, Vastuk, vencedor na categoria Campanha na edição do Rymsza de 2017, elogiou o prêmio de forma bem-humorada e citou o reconhecimento como principal legado do evento. Rubia, ganhadora na categoria Redação, encorajou os universitários a sempre inscreverem seus trabalhos para premiações. Fernanda, premiada em diferentes categorias, falou do valor afetivo do prêmio para ela. “Enxergo o Rymsza como como nossos pais. Quando a gente tem o reconhecimento vindo de fora é muito legal, mas quando a gente é reconhecido aqui dentro, é como se teus pais te abraçassem e parabenizassem”, relatou.

Ao longo da cerimônia, Barths demonstrou alegria com o grande número de alunos presentes no evento. “Estamos muito felizes de ver o auditório cheio. Isso é só um pontapé inicial, queremos fazer uma grande noite de premiação. Vamos preparar um evento muito bacana e com todo o carinho”, contou o coordenador.

As atrações musicais da noite foram Nina Rouge, aluna do 7º semestre de Publicidade e Propaganda, e Gabriel Neves, que cantaram as músicas Valery, da cantora Amy Winehouse; Diamonds, canção interpretada por Rihanna; e La Vie en Rose, de Édith Piaf – escolhida como homenagem ao professor Grabiel Rymsza. De acordo com Barths, os familiares de Gabriel se orgulham muito do prêmio. “Entro sempre em contato com eles, que sentem que o Gabriel continua vivo dentro do ambiente acadêmico por conta desse prêmio. Nada mais justo do que homenagear alguém como ele – criativo e inovador, que sempre estimulava os alunos a participar dos prêmios”, contou.

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