Curta de alunos de PP e Cinema concorre em festival internacional

“Neblina” foi desenvolvido para o concurso 60 Hours Film Challenge 2017, que divulgará o resultado em novembro

Alunos e ex-alunos dos cursos de Cinema e Publicidade e Propaganda da UniRitter desenvolveram o curta-metragem “Neblina” para concorrer no festival internacional 60 Hour Film Challenge 2017. O projeto foi desenvolvido em 60 horas, durante o primeiro final de semana de setembro. Apesar do fuso horário, os alunos entregaram no prazo e estão concorrendo a equipamentos de filmagem profissionais, prêmio que é garantido aos vencedores da competição.

O festival internacional 60 Hour Film Challenge reúne projetos de todo o mundo. O desafio é escrever, rodar e editar um curta em até 60 horas com base nos critérios apresentados às equipes no e-mail de instruções. “Nós só ficamos sabendo o tema no dia, a gente não sabia de nada. Recebemos um e-mail com o título ‘Neblina’, uma linha de diálogo que era a frase ‘Onde você pensa que está indo?’ e uma ação que era passar por um mendigo. Com isso a gente pensou num roteiro e começou a gravar”, conta Mariana Maciel, aluna do 7° semestre de Publicidade.

“Sessenta horas é pouco tempo para produzir, é um tempo que se gasta só com a edição. Os atores desistiram de última hora e eu tive que atuar, quem me preparou foi o Apollônio, que também atuou”, diz Mariana, referindo-se a um dos colegas que fez parte do grupo de produção do curta. Ainda de acordo com a estudante, essa iniciativa surgiu em uma disciplina eletiva que despertou sua curiosidade e vontade pelo cinema.

O curta-metragem conta em 5 minutos a trajetória de uma mulher que está morta e não sabe. O caronte, barqueiro do inferno, é quem a ajuda a fazer a passagem entre a vida e a morte. Os estudantes gravaram em locais públicos, como a Casa de Cultural Mário Quintana e a Cinemateca Capitólio. Mariana conta sobre a dificuldade em gravar a cena final: “Foi gravada na Borges, eu tive que me deitar no chão e as pessoas acharam que eu estava morta mesmo, queriam chamar a Samu”.

Para o estudante de 2º semestre de Cinema, Guilherme Klafke, a experiência marcou o segundo curta fotografado por ele. “Foi estressante. Fazer um curta em pouco tempo é muito corrido. Muitas coisas temos que fazer na hora, apesar do roteiro. A gente vê que não precisa de muito tempo para produzir e toma decisões importantes na hora mesmo”, conta.

A produtora Onda Inquieta, criada pelos universitários, era formada por: Ademar Junior (produtor de som); Apollônio Cipriano (ator/arte/figurino); Filipe Grisa (diretor); Guilherme Klafke (montagem/fotografia/operador); Mariana Maciel (atriz/produção/figurino); Rafael Botelho (assistente de fotografia/roteiro) e Vinicius Leal (assistente de direção).

De acordo com Apollônio Cipriano, aluno de Cinema, a empolgação e a expectativa da equipe estão elevadas. “Temos muita esperança de ganharmos com o nosso filme “Neblina”. Estamos super empolgados para fazermos mais e mais filmes”. O resultado do festival saí no mês de novembro.

O curta pode ser visto aqui.

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