Conexão UniRitter debate a luta das mulheres no jornalismo esportivo

Evento contou com a participação de alunos e jornalistas que atuam na área

A UniRitter promoveu, na noite desta segunda-feira (10/06), mais uma edição do “Conexão UniRitter”. O evento, que ocorreu no Foyer do auditório Master do campus Zona Sul, contou com uma equipe qualificada de profissionais para um grande debate guiado pelo tema “Novos Cenários, Velhos Preconceitos: as barreiras das mulheres no esporte e no jornalismo esportivo”. Para participar do debate, foram convidadas as jornalistas Kelly Costa, apresentadora e repórter da RBS TV; Ohana Constante, repórter de Esportes de GaúchaZH; Natacha Gomes, editora de Esportes de GaúchaZH; e Julia Soll, coordenadora de Atrações e Diversidade do Grupo RBS. A mediação foi feita pela coordenadora do curso de Jornalismo da UniRitter, professora Mariana Oselame, que também é jornalista esportiva com passagens pelo Correio do Povo, Rádio Guaíba e RBS TV.

Para iniciar a conversa, Kelly falou sobre os recentes casos de preconceito e assédio que as jornalistas mulheres têm sofrido em coberturas esportivas. “Desconstruir o preconceito é uma coisa diária, porque eu tenho certeza que dentro da gente nós temos um pouquinho de preconceito, em relação a vários assuntos e temáticas, e o nosso papel fundamental é desconstruir dentro da gente e tentar ajudar quem está do nosso lado a desconstruir também”, declarou a jornalista.

Continuando o debate, Ohana comentou sobre a mudança do mercado de trabalho e a necessidade de adaptação dos profissionais. “Antes existia jornalista só de impresso, jornalista só de rádio, agora não, agora a gente tem que ser, tem que saber pensar rádio, saber pensar site, tudo que a gente faz hoje nós temos que pensar como a gente pode usar em cada produto”, alertou a integrante do programa “Saia de Redação”, do site GaúchaZH.

Perguntada sobre o motivo de entrar no jornalismo, Natacha comentou que em nenhum momento pensou em atuar especificamente no jornalismo esportivo, mas que sempre gostou de esportes. “Se eu pensasse ‘vou trabalhar no esporte’, eu não teria ido, eu teria ficado com medo de saber menos do que os outros, de não ter experiência”, relatou a jornalista.

Ainda falando sobre o ingresso no mercado de trabalho, Julia trouxe alguns dados que podem influenciar no aumento de profissionais mulheres no jornalismo. “Trinta por cento a mais de mulheres se candidatam a vagas de empregos quando é utilizado uma linguagem unissex nas descrições das vagas”, informou.

Após o evento, os alunos tiveram a oportunidade de tirar fotos e esclarecer algumas dúvidas com as convidadas.