Aluno de Jornalismo, Matheus Closs está de malas prontas para Portugal

Estudante do campus Fapa foi selecionado para uma bolsa de intercâmbio oferecida pelo Santander

Texto | Andressa Schütz 
Fotos | Bárbara Machado
Edição | Liliane Pappen

Estudar fora do país é, para muitos jovens, um sonho antigo. Não foi diferente para Matheus Closs, 22 anos. O aluno do curso de Jornalismo da UniRitter, atualmente no 7º semestre, conta que desde o Ensino Médio costumava sonhar e idealizar viagens para o exterior. Como sua condição financeira não permitia a realização desse desejo, suas aspirações pareciam algo muito distante. Mas o sonho se transformou em realidade graças ao programa de intercâmbio do Santander Universidades.

Em parceria com a UniRitter, o programa oferta, anualmente, vagas para estudantes brasileiros que desejam fazer um intercâmbio de até um semestre em um dos nove países da Ibero-América em que o Santander atua. Os alunos contemplados recebem uma bolsa-auxílio no valor de € 3.000,00 (três mil euros) para custear passagens e outras despesas. Entre as opções de destino do último edital, publicado em abril de 2018, estavam o Chile, México e Portugal – este último, escolhido por Matheus. As aulas na Universidade Europeia (UE), localizada em Lisboa, começam no mês de setembro, mas o estudante ainda não tem data para embarcar. Muito animado, e ainda sem acreditar que realmente irá viajar para a Europa, Closs conversou com a INQ sobre o caminho percorrido e suas expectativas.

Como foi o processo até obter a bolsa?
Antes de entrar para a faculdade de Jornalismo, cheguei a fazer um curso técnico durante um semestre. Já nem pensava em intercâmbios, era algo que, na minha cabeça, tinha ficado para trás. Dentro da faculdade, sempre tive boas notas, mesmo não sendo meu foco principal a questão da nota, unicamente. Quando vi o edital, estava entre o terceiro e o quarto semestre, foi a primeira vez que tentei de fato. A partir daí, estabeleci a meta de, além de fazer bons trabalhos, manter a minha média o mais alta possível, porque era um dos critérios de aprovação para a bolsa no exterior. Todos os semestres eu me esforçava ao máximo para conseguir manter uma boa média e me inscrever assim que abrisse o edital.

Quais são os critérios usados para a aprovação no programa?
Além da média alta, precisei de uma avaliação dos professores para ser encaminhado ao processo de entrevistas. Lá tu tens que contar tuas motivações, porque queres realizar o intercâmbio e tal. Eles selecionam cinco finalistas para essa fase de entrevistas. No último edital eram duas vagas. Na tentativa anterior, eu bati na trave, fiquei em segundo.

Por que optou por Portugal?
Eu pensei muito, fiquei em dúvida entre Chile e México também, afinal, o México é o país que mais mata jornalistas no mundo, então seria, com certeza, um lugar desafiador. Acredito que ambos seriam muito desafiadores também na questão da língua. Eu não falo espanhol fluentemente, sei o básico apenas, e seria muito bom para aprimorar o idioma, mas, ao mesmo tempo, eu preciso estudar para as disciplinas, e não sei se estaria preparado para acompanhar o conteúdo em uma língua que ainda não domino. Optei, então, por uma “zona de conforto”, já que estarei saindo de outra zona de conforto indo viajar para fora do Brasil, me virando sozinho por seis meses. Então, creio que, pelo menos no idioma, será mais fácil, embora existam muitas diferenças entre o português brasileiro e o de Portugal.

Como está indo o processo para o seu embarque?
O semestre em Portugal começa em setembro e vai até fevereiro. O embarque depende muito da questão do visto, que ainda não consegui. O processo é bem burocrático, demora cerca de três meses, e eu ainda preciso da carta de aceite da Universidade Europeia, que também é da Rede Laureate. Estou aguardando. Agora é com o International Office da UniRitter. Fico na expectativa, assim que eles me enviarem a carta [de aceite], posso entrar com o pedido do visto.

Como está a expectativa para o intercâmbio?
Ainda não caiu a ficha, então tem momentos que não penso tanto nisso. Claro, já comecei a ver valor de passagem, de hospedagem e outras possíveis despesas, para ter uma noção inicial de preços e dos gastos que terei por lá. De vez em quando vem essa preocupação, essa ansiedade, mas a maior parte do tempo, como ainda falta algum tempo, eu fico um pouquinho mais tranquilo, pelo menos por enquanto.

E como está o planejamento para a viagem?
Já estou contatando algumas pessoas. É legal quando conto para alguém sobre o intercâmbio e já me falam que tem amigos por lá e que podem me ajudar com a questão da hospedagem, ou indicar bons lugares. Esse é um processo muito novo para mim, eu nunca viajei para fora do Brasil. O mais longe que já tinha ido, até então, foi São Paulo. Vai ser uma experiência nova, então fico um pouco perdido. Lá em Lisboa também estão alguns ex-professores da UniRitter, com os quais já conversei, e também amigos que moram lá. Eles têm me dado dicas e auxiliado nesse processo. Também tem a possibilidade de conseguir algum trabalho para complementar a renda.

Como acha que a experiência de fazer um intercâmbio pode te ajudar, e ajudar os estudantes em geral, em suas vidas e carreiras?
Uma das minhas justificativas na entrevista, foi a contínua necessidade dos jornalistas – e profissionais da comunicação – ampliarem suas visões de mundo. Conhecer outras culturas e visitar lugares diferentes são contribuições importantes nessa questão. Por intermédio da faculdade e da participação em congressos, conheci outras cidades do país, como Cascavel/PR e Chapecó/SC, e já pude experimentar uma significativa troca de culturas, ao conhecer pessoas que vêm de diversos lugares. Em um intercâmbio internacional isso é potencializado ao máximo, já que tu estás em um ambiente diferente, aprende novos hábitos e precisa se adaptar. Lisboa é uma cidade que tem recebido muitos estudantes, já que é uma das capitais europeias com o custo de vida mais barato. Eu acho que fazer um intercâmbio ajuda muito, enriquece o currículo. Como estudante de comunicação, poderei acompanhar a rotina jornalística de Portugal, comparando as semelhanças e diferenças. Será muito interessante ver tudo isso de perto!

Aluno de jornalismo escolheu Portugal como destino (Foto e edição: Bárbara Machado/Agência INQ)