Abertas as inscrições para o II Prêmio Inquieto de Jornalismo

Regulamento completo pode ser lido aqui

As inscrições para o II Prêmio Inquieto de Jornalismo Universitário estão abertas a partir desta sexta-feira (13/10). Os estudantes que desejam concorrer podem se inscrever até o dia 12 de novembro, via formulário disponível no Blackboard.

Para essa segunda edição, serão aceitos trabalhos desenvolvidos entre outubro de 2016 e a data final das inscrições. Não há limite de trabalhos por aluno. Para os materiais produzidos em grupo e em projetos que não envolveram o nome da faculdade, é necessário que o responsável pela inscrição seja estudante de Jornalismo da UniRitter.

O I Prêmio Inquieto de Jornalismo (foto acima) foi a concretização de um projeto que vinha sendo pensado desde 2014. É uma oportunidade para os alunos apresentarem materiais e projetos produzidos em sala de aula durante a graduação. Leandro Olegário, coordenador de Jornalismo e idealizador do projeto, conta que 2016 foi o momento ideal para a ideia sair do papel: “Havia um cenário de condições favoráveis como corpo docente engajado, disciplinas resultando em portfólios, alunos ocupando espaços no mercado de trabalho e o curso na Fapa ganhando ainda mais solidez”, explica.

Sidd Rodrigues, vencedor da categoria Fotojornalismo em 2016

Segundo o coordenador, a proposta este ano é renovar e ampliar as parcerias com o mercado de trabalho, representado por jurados que trabalham nos principais veículos de comunicação de Porto Alegre. “Encontrar um auditório lotado com familiares e inquietos, ver o brilho no olhar dos vencedores e a maturidade daqueles que participaram do concurso me enche de orgulho e motivação. E o mais legal: rendeu inserções no mercado para nossos alunos”, conta Olegário sobre a cerimônia do final do ano passado.

E é isso que mostra Sidd Rodrigues, primeiro colocado na categoria Fotojornalismo em 2016 com o trabalho intitulado “Comando Militar do Sul instrui jornalistas para situações de conflito armado”. “Já na primeira edição a premiação ganhou reconhecimento no mercado, graças ao trabalho da FACS. O prêmio abriu muitas portas em minha carreira, inclusive a oportunidade de atuar na fotografia do jornal Correio do Povo”, conta o estudante, que atualmente trabalha na Agência de Conteúdo República.

Jennyfer Siqueira, Lúcia Haggstrom e o técnicod o Laboratório de Vídeo em 2016, Jones de Mattos

O prêmio também é visto como um incentivo pelos alunos. É o que diz a aluna Jennyfer Siqueira. “Foi e continua sendo um grande incentivo para produzir mais e com qualidade. A Lúcia (Haggstrom) e eu ganhamos estando no início da faculdade. Isso me mostrou que não basta se dedicar, tem que acreditar no conteúdo produzido”. Jennyfer e Lúcia venceram na categoria Telejornalismo com a matéria “A vida por trás do lixo”.

O jornalista Guilherme Wunder conta que sentiu orgulho ao ver o longa “Lágrimas de Barbara”, feito durante o período de faculdade, ser reconhecido. “Foi uma experiência gratificante ganhar com um documentário que tinha um tema tão pesado. Acho que o prêmio coroou um trabalho forte e que merece ser reconhecido pelo seu formato até então inédito na UniRitter”, diz o ex-aluno que hoje trabalha no jornal A Semana, de Alvorada.

Luiza Guerim e Guilherme Wunder com o diretor da FACS, Marc Deitos

Luiza Guerim, também ex-aluna graduada em Jornalismo, fala sobre a revista “O Mundo da Pornografia Para Elas” ao destacar ter sido emocionante fazer parte da primeira premiação. “A pornografia feminista é um tema bastante polêmico e tão importante de ser discutido, principalmente nesses últimos anos. Vencer o prêmio e receber esse reconhecimento de jornalistas tão competentes deixou ainda mais especial”. Luiza e Wunder foram os primeiros colocados nas categorias Revista e Documentário. Os trabalhos foram produzidos por ambos juntamente com outros colegas.

A primeira colocada na categoria Radiojornalismo, Paula Fernandes, com o trabalho “Cobertura midiática das Paralimpíadas 2016”, conta que não esperava ficar entre os finalistas devido à diferença na produção de sua reportagem em comparação com as dos demais colegas. “Eu fiz uma reportagem de forma muito rápida para a cadeira de rádio. Não fiz no estúdio, eu fiz com o gravador do celular e editei em casa. E eu sabia que os meus colegas que estavam concorrendo tinham feito de uma forma profissional”, diz a estudante que mostra interesse em participar novamente este ano.

Paula Fernandes, vencedora na categoria Radiojornalismo, com o professor Roberto Belmonte

Em 2017, foram mantidas as dez categorias da primeira edição: Assessoria de Comunicação/Imprensa, Documentário, Fotojornalismo, Jornalismo Digital – Reportagem, Jornalismo Digital – Reportagem Especial, Jornalismo Impresso, Pesquisa em Jornalismo, Radiojornalismo, Revista e Telejornalismo. A lista com os finalistas será divulgada no dia 24 de novembro e a cerimônia de premiação acontecerá no dia 7 de dezembro, às 19h, no auditório do prédio 4 do campus Fapa. Mais informações serão divulgadas aos inscritos ao longo do próximo mês via e-mail e site da FACS.

A iniciativa do ano passado teve o apoio institucional dos grupos Bandeirantes, RBS, Record, SBT, Coletiva.net, Sindicato dos Jornalistas do RS e Associação Riograndense de Imprensa. Clique aqui para ler a matéria completa sobre a cerimônia de 2016 produzida pela Agex (atual Agência INQ).